terça-feira, 15 de dezembro de 2009

É PRECISO UNIÃO DE ESFORÇOS PARA SUPERAR O CAOS...

É preciso união de esforços para superar o caos.

Para se fugir das turmas superlotadas é preciso ter criatividade. Não é possível dar uma aula decente em turmas que podem chegar a sessenta alunos ou até mais em determinados casos, pois a política oficial é não dispensar alunos, “evitar a exclusão.” Mas será que este “tipo de inclusão” é realmente o melhor caminho? Sem dúvida que não, pois se o professor não consegue trabalhar adequadamente nessas condições a contrapartida obvia é que os alunos também sofram as consequências dessa situação não tendo aulas de qualidade, não participando como deveriam desse processo dialético, que como tal deve ser de mão dupla, isto é deve primar pelo dialogo professor-aluno e traduzir-se no binômio ensinar-aprender sem a hierarquia rígida tradicional que coloca cada um dos atores em seus devidos lugares, sendo o professor o detentor dos conhecimentos e o aluno um passivo e agradecido paciente que recebe as prescrições do seu mestre. Enfim, esse processo não pode resumir-se ao que Paulo Freire designou de educação bancaria.

Essa inclusão às avessas acaba comprometendo de forma grave a formação dos discentes e pode gerar consequências indeléveis para a vida deles. Ou seja, a tão propalada inclusão acaba não se configurando na prática após a formação desses alunos e eles se deparam com um mundo cada vez mais competitivo e exigente que lhes cobra múltiplas habilidades e competências, palavras que estão na ordem do dia, mas que para esses jovens significa um esforço de adaptação que muitas vezes esbarra na falta de base de uma formação deficiente. Aqueles que se mostrarem mais hábeis acabam se adaptando na marra se quiserem realmente ser inseridos na sociedade da informação, no mundo globalizado.

Enquanto o estado não investir na expansão da educação básica, principalmente construindo mais escolas em localidades onde há muita carência essa distorção vai continuar e a inclusão de fato não vai acontecer para muitos jovens, especialmente os residentes em localidades mais carentes. No entanto, enquanto as políticas governamentais não chegam a concretizar-se, é possível minimizar as consequências desse problema com ideias criativas, mas que não podem ser vistas como soluções, pois elas só serão exequíveis com a concordância e a participação de todos, tanto dos professores, quanto de toda a comunidade escolar. Da contribuição de todas as partes vai depender o sucesso de qualquer empreitada.

Francisco Lima

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

UMA NAÇÃO EM FESTA...

Uma “nação” em festa
A grande massa rubro negra que costuma se autodenominar nação está transbordando de alegria. Talvez devido ao fanatismo dessa torcida que faz do ato de torcer um verdadeiro auto de fé, que se entrelaça algumas vezes com a religiosidade dita popular, característica desse povo sofrido. Pode ser também pela observação mais atenta de algum estudioso de “sangue rubro negro” que ao sentir a emoção da arquibancada na torcida do mengão, percebeu que aquilo era algo impar, que nenhuma outra torcida, de qualquer outro clube ou espetáculo mundo afora, poderia proporcionar emoções tão fortes e, ao mesmo tempo, tão peculiares. Quem sabe não são essas as razões para se atribuir laços identitários a essa torcida tão maravilhosa? Quem sabe não exista nenhuma razão especial, sendo tudo isso apenas um movimento espontâneo da coletividade rubro negra? Todas essas coisas não importam , são apenas divagações, mas que somente quem é rubro negro pode entender, isto é, aqueles que não fazem parte dessa grande massa não conseguirão apreender as divagações de um rubro negro que, ao que parece, já não dá conta das coisas que fala, pois se encontra “totalmente embriagado... de felicidade.”


Para a grande torcida rubro negra essa segunda feira será uma espécie de meio feriado, pois quase ninguém vai se concentrar direito nos seus afazeres, comentando o tempo todo a façanha de um time que partiu do descrédito para a gloria. Time esse que foi considerado por muitos como “cavalo paraguaio, “ que não teria chances de encarar os então “grandes favoritos” como São Paulo, Palmeiras, internacional...para citar apenas alguns. Aliás, o time do palestra Itália foi a maior decepção desse campeonato, saindo de uma liderança folgada e absoluta, do titulo praticamente certo para a decepção de não conseguir sequer a classificação para a libertadores. Que grande frustração para essa torcida!! Mas, voltemos ao FLAMENGO, que é o que importa nesse momento! A torcida do mengão merece essa alegria depois de 17 anos sem uma conquista nacional, o titulo foi merecido e conquistado a duras penas e terá como uma das conseqüências a valorização de muitos profissionais que estavam quase no ostracismo, como Álvaro, Maldonado entre outros e também dará o devido valor a outros que há muito vem se destacando com a camisa do Flamengo. O grande destaque dessa campanha épica, entretanto, na minha opinião é o treinador Andrade. Ele soube extrair o máximo de cada jogador com seu jeito humilde de ser que sabe como lidar com cada jogador individualmente. Dessa forma, foi corrigindo eventuais defeitos e aprimorando as qualidades que cada atleta já possuía. O seu jeito de bom mineirinho e mais o fato de conhecer bem a linguagem do futebol, por já ter estado nas quatro linhas por muito tempo, aliado a identificação que possui com o flamengo e o trato respeitoso com os jogadores, levaram-no a lograr êxito mesmo contra a opinião de muitas pessoas que não o consideravam capaz de ser treinador de um time como o do flamengo. Ele provou que é capaz e eu acho que outro treinador de renome não teria conseguido chegar tão longe no comando do flamengo com o mesmo time que foi colocado à disposição do Andrade. Por isso, eu acho que o Andrade, sem negar a importância de todo o grupo, merece toda a reverencia pela conquista desse titulo.

domingo, 29 de novembro de 2009

REFLEXÕES ACERCA DO TRABALHO DOCENTE...

Reflexões acerca do trabalho docente

Para se fazer um bom trabalho docente é preciso engajamento e eu observo que a quase ausência desse fator, em muitos casos, pode estar levando a uma situação em que, nós, os professores fazemos nosso trabalho sem muitos compromissos com os alunos, com a comunidade escolar na qual estamos inseridos e voltamos para o nosso mundo sem nos darmos conta de que podemos estar “cavando um abismo” ou “construindo um muro de grandes proporções” entre nós e a comunidade escolar da qual devíamos ser uma parte indissociável.

Mas, não somos nós, os professores, que temos que arcar com esse ônus tão pesado. Estamos à deriva nesse barco e somos, assim como os alunos em maior proporção, afetados pelo descaso de décadas praticamente sem políticas publicas efetivas voltadas para a área de educação. O pouco engajamento de muitos docentes, e o meu caso é um deles, é muitas vezes justificado pelo fato de fazermos jornadas duplas, às vezes tripla, para sobrevivermos. Há muitos mestres que gostariam de ter tempo para se dedicar melhor ao seu oficio, que amam a profissão e fazem questão de deixar isso claro. Muitos, que apesar dos desencantos, das ilusões e as muitas dificuldades encontradas em salas superlotadas e a falta das condições mínimas para exercerem o seu oficio com dignidade, acreditam que dias melhores virão. Alguns porem, não esperam acontecer e já estão, como diria Vandré, fazendo a hora, isto é, fazendo o que podem, na medida do possível para mudar a realidade a seu redor.

Entrementes, ainda que não tenhamos que carregar toda a culpa da situação vigente (e não temos), em muitos casos, podemos tentar fazer mais, e eu me incluo nesses casos, fazendo uma mea culpa. Fazer o “possível” as vezes não é suficiente, pois se nos engajarmos mais poderemos fazer o que até então era considerado “impossível.” Sabemos que o desafio é grande, que as autoridades políticas precisam fazer muito mais que utilizar a educação como plataforma de governo para se elegerem.
A educação deve ser tratada com seriedade, pois é o caminho único e sem atalho para levar um Pais a um progresso sustentável. O nosso país está vivendo uma crise de mão de obra qualificada, fruto desse descaso de décadas, pois, com eu já disse, não se pode fazer objeto de retórica com um assunto tão serio e de importância capital para qualquer nação. Nós, professores, podemos protagonizar essa grande mudança começando o nosso trabalho de formiguinha dentro das comunidades escolares nas quais estamos inseridos. O ideal é que pudéssemos nos dedicar exclusivamente a uma escola, mas, como ainda não há condições para isso, que sejamos os “heróis anônimos” e façamos a nossa parte nesse grande processo.
Francisco Lima

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A NOVA PROVA DO ENEM...

Nova prova do ENEM

A mudança do modelo da prova do ENEM centrada agora em áreas e não mais em disciplinas, pode trazer alterações na educação básica, especialmente, a principio, no ensino médio. As novidades são a divisão da prova em áreas distintas como: matemática e suas tecnologias, ciências da natureza e suas tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias e Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. Deverão ser 50 questões para cada uma dessas áreas.Há a possibilidade, porém de uma mesma pergunta incluir, ao mesmo tempo, temas de história e geografia, de biologia e química ou de literatura e compreensão de linguagem. Especialistas afirmam que esse novo modelo exigirá dos estudantes conhecimento, raciocínio e, principalmente, capacidade de relacionar temas para chegar à resposta correta. Modelos de questões mostram que o novo Enem será não apenas mais longo, mas bem mais complexo. “No Enem atual, o aluno não precisa, por exemplo, saber ciências. Uma pessoa que lê bastante pode ter um bom resultado”, explica o presidente do INEP, Reynaldo Fernandes. “O novo exige mais conhecimento de conteúdo.”

Por tudo que foi exposto acima, acredito que pode haver, a principio, uma elitização do acesso ao ensino superior, pois a prova do ENEM continuará servindo como critério para o ingresso nas universidades particulares com a concessão de bolsas para os alunos mais bem colocados através do programa PRO-UNI, além também de ser usada por diversas universidades publicas pelo País afora. Agora somente aqueles que tiveram acesso a uma educação de qualidade ou se dedicarem bastante poderão alcançar o objetivo de conseguir a bolsa do PRO-UNI ou passar em uma das universidades publicas que adotarem o novo modelo.

De acordo com algumas pessoas ligadas a área de educação o objetivo principal desse novo modelo de avaliação integrado é a otimização das estruturas do vestibular e das Universidades. Nesse sentido, a falsa mobilidade prometida pela possibilidade de o candidato inscrever-se para cinco cursos diferentes, nada mais seria na verdade, do quê garantir que o maior número possível de vagas seja preenchido ao fim do processo unificado. Quer dizer, não importa se o aluno sonhou a vida inteira em ser engenheiro civil. Na sinuca do vestibular ele poderá ser encaçapado no curso de psicologia de uma outra instituição, onde, por ventura, os recursos não estejam sendo utilizados de forma "otimizada".

Apesar das opiniões divergentes, segundo o MEC, um dos principais objetivos com a proposta do novo Enem é reorientar o currículo do ensino médio, aproximando mais os conteúdos da realidade social dos alunos, isto é, as disciplinas isoladas não mais existiram da maneira como estão e passariam a ser trabalhadas de forma integrada com outras da mesma área, tal como é a proposta da nova avaliação do ENEM. Se o objetivo de tal proposta tiver realmente o intuito de melhorar a educação básica, pode e deve merecer todo o apoio da sociedade. Agora mais do que nunca a educação básica precisará melhorar para acompanhar as mudanças impostas verticalmente pelo novo modelo do ENEM. Mas é necessário que haja investimento para que as coisas aconteçam sem o que nada sairá da mesmice.

Em suma, quem acompanha a situação de perto, pelo menos no que tange aos alunos do ensino médio do estado do Rio de Janeiro sabe que a maioria desses alunos não têm condições de passar em uma prova com o grau de dificuldade da nova prova do ENEM. Na antiga o grau de dificuldade era bem menor. Por isso, será preciso muito mais que imposição vinda de cima e mudança no currículo. Serão necessários investimentos para que se dêem, em muitos casos, as condições mínimas de trabalho para que os professores possam acompanhar esse novo contexto e desenvolver um trabalho digno com seus alunos.

Francisco Lima

domingo, 25 de outubro de 2009

“Neurosex” da pós-modernidade...

“Neurosex” da pós-modernidade

Estava refletindo sobre um fato que ocorre com muitos casais e que para mim é um tanto quanto inusitado. O “problema” é muito mais comum do que possamos imaginar segundo os especialistas no assunto e, de acordo com carmita abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (HC), em alguns casos, ele é conseqüência da vida contemporânea, com dupla jornada de trabalho, estresse da rotina, falta de tempo e preocupações", diz a psiquiatra. Já podemos deduzir que o assunto que me inspirou a escrever essas linhas tem a ver com alguma questão ligada a área sexual. Quem seguiu por essa linha de raciocínio está correto, pois é exatamente o sexo o tema da minha reflexão, ou melhor a falta dele.
Casamentos sem sexo
Conheço muitos casos em que as pessoas (quase sempre mulheres), influenciadas por uma visão supostamente religiosa ou para camuflar a falta de desejo sexual, diziam acreditar que o sexo era para procriar, ter filhos. Isso parece irreal, mas não é, pois conheço casos muito próximos a mim de pessoas que passaram por esse tipo de problema que tornaram-se publico para um circulo mais intimo. Há também relatos de casais que, impedidos de ter filhos devido à esterilidade sexual de uma das partes, optaram também pela castidade sexual, já que estariam em pecado se praticassem sexo sem que pudessem procriar. Ou seja, para essa visão deturpada da realidade, ancorada em uma “concepção religiosa”, o prazer em si seria pecaminoso.
O que está relatado acima são casos excepcionais que talvez não sejam tão freqüentes atualmente, mas nos dias de hoje, ocorrem muitos casos de pessoas que se casam e simplesmente não fazem sexo. Isso mesmo, casais que, devido à “indiferença sexual” de um dos parceiros simplesmente ficam anos sem ter sequer uma relação sexual. Em uma reportagem no portal terra há um relato de uma moça que casou e ficou os primeiros seis anos sem uma relação sexual com o marido. Dá para acreditar em uma coisa dessas! A lua de mel (a melhor parte) simplesmente não aconteceu! Ela teve que praticar o “sexo solitário” por muitos anos até que não agüentou e largou o marido com nove anos de casamento. Esperou tempo demais para tomar esta decisão, pois, sem sexo, nove anos é uma eternidade.
Na mesma reportagem do portal terra a psicóloga e sexóloga Carla Cecarello, coordenadora do Projeto AmbSex (Ambulatório de Sexualidade), de São Paulo, ressalta que o casal que chega a uma situação de ausência de sexo no casamento, nunca teve uma vida sexual satisfatória ou não tinha cumplicidade e intimidade naturalmente. "A falta de sexo não acontece de uma hora para outra. É uma conseqüência de ações e reações ao longo dos anos", diz. E de acordo com a mesma especialista razões não faltam para dar continuidade a um casamento sem sexo. "Mexer nessa situação é, no mínimo, desgastante. Por isso, muitos preferem sublimar a sexualidade", afirma Marzano. Conveniência, filhos, interesses financeiros, status social ou político são fatores levados em conta para continuar uma relação sem sexo.
Em suma, pelo exposto dá para se ter uma idéia de que há algo de muito sério com os casamentos modernos. Em minha opinião, casamento sem sexo é algo inconcebível. É no mínimo estranho que um casal jovem não sinta atração sexual pelo seu parceiro ou parceira e relegue a relação sexual para ultimo plano. Quando existe o problema da relação ter esfriado devido ao cansaço do trabalho domestico, de a mulher ter que dar conta de cuidar dos filhos, da casa e ainda trabalhar fora dá para entender. A chama existe e pode ser acesa a qualquer momento. Agora, um casal jovem, sem filhos e sem desejo um pelo outro ou de uma das partes, ai existe um problema que precisa ser resolvido. Do contrário, se a falta de desejo for unilateral, o casamento pode não sobreviver muito tempo. Acredito que muitas separações tem relação direta com esse problema, pois geralmente, um dos parceiros acaba fazendo o sacrifício da renuncia para evitar problemas com o parceiro. Um dia não agüenta e acaba dando um basta na situação. Mas eu creio também que devido a esse problema, muita gente acaba buscando outros parceiros fora do casamento. Para que não se precise chegar a esse ponto, siga o conselho dos especialistas, segundo os quais:
“a primeira providência é conversar, a segunda é ir ao médico para descartar problemas físicos e a terceira é fazer terapia sexual".
Siga esses conselhos para não se privar de uma coisa tão boa e “sublime” como é o sexo e viva em plenitude ou descubra a satisfação e o prazer oriundos da relação sexual.

Francisco Lima

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

MAIS DO MESMO: UMA REFLEXÃO SOBRE A POLÍCIA DO RIO DE JANEIRO...

Um vídeo com o desfecho de um assalto sofrido pelo coordenador do Afro Reggae Evandro João da Silva, mostra imagens que revelam a omissão da polícia no socorro à vítima e indicam que os policiais podem ter liberado os suspeitos e ficado com os objetos roubados. Sendo que a polícia agora investiga os policiais que participaram da ação, que não resultou em nenhum preso. Analisando a atitude dos policias militares que são mostrados no vídeo em questão comecei a pensar no fato de que semelhante situação, lamentavelmente, é muito mais comum do que nós gostaríamos de acreditar. Queria muito de poder estar aqui defendendo a competência, a bravura, o heroísmo etc. da nossa policia, mas infelizmente muitos fatos, que parecem estar virando rotina, me levam a criticar o comportamento de muitos desses policiais que absolutamente, ao que tudo indica, não possuem dignidade e em muitos casos nem honestidade para exercer essa função tão importante para a sociedade como um todo. Talvez muitos hajam dessa maneira pois sabem de antemão que dificilmente serão punidos ou até mesmo tem a certeza da impunidade.
É muito comum ouvir-se que a solução milagrosa para equacionar essa situação seja melhorar os salários dos policiais, remunerá-los bem para dar-lhes dignidade. Concordo plenamente que a policia tenha que ser bem remunerada, sendo essa uma condição sine qua non para que pudesse haver melhorias no futuro, mas, infelizmente, os muitos casos de desvios de conduta, de policiais que praticam os mesmos crimes que os bandidos (confundindo-se como com esses últimos ) fazendo seqüestros, assaltos a bancos e muitos outros crimes, não nos dão muitas esperanças. Há relatos em livros (as cores de acari mostra alguns fatos desse tipo) de que policiais seqüestram membros das famílias dos bandidos ou mesmo os próprios bandidos conseguindo como resgates somas significativas ou matando as vitimas quando não recebem a quantia pedida. Todas essas coisas me levam a ficar totalmente séptico no fato de que apenas um aumento de salário resolveria esse grave problema. Acredito que a situação chegou a tal ponto que não há como se esperar melhorias significativas se não houver uma “limpeza” ampla com punições severas a qualquer desvio de policiais. Creio que sem uma reformulação radical nos quadros da policia, especialmente da policia militar, não haverá soluções mágicas para contornar uma situação tão caótica.
As imagens mostradas na televisão mostram o que muitos de nós, lamentavelmente, já estamos acostumados a ver no dia a dia, especialmente os moradores das chamadas comunidades que cansam de ver os conluios entre policiais e bandidos, algo já tão comum nessas regiões que já tem até um jargão especifico para o designar, arrego e a palavra de ordem. Se não tiver arrego, pode haver confronto, algo que não interessa a nenhuma das partes. Em suma, só espero que os nossos filhos e netos tenham a sorte de encontrar uma situação melhor, pois a curto e médio prazo, em minha opinião, não podemos esperar grandes melhorias.

Francisco Lima

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

POESIA SENSUAL....

Poesia sensual.

Contemplar-te a dormir nua,
não tem espetáculo igual,
ver o seu corpo moreno,
sua pele macia é algo sensacional,
que me deixa extático, me inebria.
Você me leva a um delírio sensual,
Pois não há nada igual
a esse espetáculo lindo que é ver você,
mesmo sem o querer,
esbanjando sensualidade,
levando-me quase à loucura de tanta vontade.
Não dá para ficar imune
ao ver semelhante cena,
não agüentarei muito tempo
para satisfazer essa sede de prazer.
Mesmo que tenha que quebrar o encanto,
cometer um disparate, fazendo uma imensa maldade,
a atrocidade de acabar com seu repouso,
com o único intuito de satisfazer minha vontade animal,
minha sede egoística de gozo.

Francisco Lima