terça-feira, 14 de julho de 2009

QUERER É PODER....



É incrível o que podemos realizar quando estamos verdadeiramente determinados a alcançar algum objetivo ou mesmo superar alguma barreira ou limitação. Não há obstáculos capazes de vencer uma vontade persistente que já está consciente de que as muitas dificuldades encontradas ao longo do caminho são testes para mensurar até que ponto estamos determinados.

Vemos pessoas que saem de situações completamente adversas, como pobreza extrema, famílias desestruturadas, enfim, dificuldades das mais diversas e ainda assim tornam-se vencedoras e são exemplos a ser seguidos.Outros são testados de uma outra maneira quando algum acidente os priva de algum membro do corpo e a vida os coloca entre duas possibilidades: uma que o deixaria parcial ou totalmente invalido de forma indelével, isto é, para sempre e outra que o coloca diante de uma situação de ter que reaprender tudo, adequando-se a uma nova realidade, tendo que ser tão forte e determinado quanto maior for a sua limitação. Nessas situações é que vemos que o impossível não existe para quem tem força de vontade.

Todos nós conhecemos casos de superação de limitações, que são até certo ponto comuns encontrarmos na nossa vivencia cotidiana. Há pessoas com certo grau de deficiência mental que estudam e conseguem até cursar uma universidade, superando todos os prognósticos de especialistas. Outras há que perdem um braço ou uma perna e nem por isso deixam de trabalhar, apenas adaptando-se a essa nova realidade, fazendo-o de acordo com a sua limitação. Mas, há outras que dão demonstrações de superação que nos deixa envergonhados, tal a nossa pequenês e acomodação diante da vida. Um caso desse tipo é um de uma mulher que cuida do filho recém nascido trocando fraldas, que faz todo o serviço de casa como qualquer pessoa “normal”. A única diferença é que ela não possui os dois braços e faz tudo com os pés. Isso mesmo, ela aprendeu a usar os pés como se fossem mãos e há um vídeo circulando na internet que mostra as façanhas realizadas por essa pessoa fantástica.
Ví também um outro caso de uma brasileira que reside no interir de São Paulo, que nasceu sem os os dois braços e faz tudo que uma pessoa dita normal é capaz de fazer: dirige, escova os dentes, escreve muito bem e está fazendo faculdade em uma turma de pessoas sem qualquer tipo de deficiência, pois ela não se considera menos capaz que ninguém. São pessoas que não acomodaram e não vêem na deficiência um fator de acomodação ou de autopiedade.

Tudo nos é permitido com o concurso da vontade, mas a falta dela também pode nos levar a caminhos inversos, ou seja, a uma situação de dependência de outras pessoas. Há muitas pessoas ditas normais que chegam a um desestimulo tão grande que caem até na mendicidade e não há quem consiga tirá-los de tal estado de prostração, pois eles já não ouvem conselhos, pois todos nós só ouvimos o que queremos.

Muitas das vezes, esse estado de coisas começa sem que percebamos, quando, sem que notemos, começamos a cultivar a chamada “preguiça”. Isso, geralmente ocorre com adolescentes que ficam desanimados para estudar, nada fazem em casa e quando não há ninguém para cobrar a situação tende a piorar e chegar até no abandono da escola. É necessário que os pais observem o comportamento dos seus filhos e busquem ajuda de médicos ou psicólogos quando necessário.

Fico muito triste quando vejo jovens que já completaram a maioridade, muitos já com vinte e poucos anos que não tem nenhuma perspectiva em relação à vida, não trabalham, não estudam (muitos pararam antes de concluir a educação básica) e ficam dependendo dos pais ou de outras pessoas até para se alimentarem. E isso é muito comum de encontrar por aí. Muitos desses jovens não são desempregados, pois grande parte não estão procurando por emprego, estão desanimados e precisam despertar para a vida, isso quando a vida não os leva para os caminhos considerados, ilusoriamente, mais fáceis, mas que poderão levar a conseqüências trágicas.

Finalmente, deixo uma mensagem de otimismo para todos os que precisam de uma “injeção de animo”:
“Se você confiou em Deus e andou pelo caminho dele, se você o sentiu a guiar você todos os dias, mas agora seus passos o levam por outro caminho...Comece de novo.Se você fez planos que não deram certo, se você tentou dar o melhor de si e não há mais o que tentar, se você falhou consigo mesmo sem saber por que....Comece de novo.Se você contou aos seus amigos o que planejava fazer, se você confiou neles e eles não o apoiaram, se agora você está sozinho, só podendo contar consigo mesmo....Comece de novo.Se você falhou com seus familiares, se agora você já não é tão importante para eles, se eles perderam a confiança em você, se você se sente um estranho em seu próprio lar...Comece de novo.Se você orou a Deus, respeitando sempre a vontade dele, se você orou e orou e ainda se sente infeliz, se você quer parar, sentindo que atingiu seu limite...Comece de novo.Se você está certo de que está acabado e quer desistir, se você chegou ao fundo do poço,se você tentou e tentou e não conseguiu subir...Comece de novo.Se os anos passam tão depressa e os sucessos são poucos, se chega dezembro e você se sente triste, Deus dá um novo janeiro a você...Comece de novo.Começar de novo significa:"Vitórias alcançadas"começar de novo significa:"uma corrida bem feita,"começar de novo significa:"Deus sempre vencerá!"Não fique aí sentado no trono da derrota:COMECE DE NOVO!”


Francisco Lima

sábado, 11 de julho de 2009

MULHER E SEXUALIDADE NA HISTÓRIA...

Mulher e sexualidade na Historia

Durante toda a História da humanidade a mulher sempre foi objeto da curiosidade dos estudiosos e decifrar o seu comportamento e chegar a uma conclusão aceita universalmente não era algo fácil. O mistério em torno desse ser tão complexo intrigava os estudiosos do período pré-renascentista, pois ate essa fase histórica pouco se sabia sobre o corpo humano e muito menos ainda sobre o corpo da mulher. Apenas por volta do século dezessete, aproximadamente, com a revolução cientifica e a influencia fundamental do pensamento de Descartes passou-se a dissecar os cadáveres e estudá-lo por dentro, isto é, só a partir desse momento a anatomia do corpo humano foi desvendada aos estudantes de medicina e isso representou uma revolução para diversas áreas da ciência.

Quando entramos no campo da sexualidade humana, não é diferente o que acontecia pois, estudar a sexualidade em um período dominado pelo pensamento da igreja católica era algo muito complicado, sendo mais difícil ainda quando se tentava estudar a mulher nesse particular.
Ligia Bellini em seu livro a coisa obscura: mulher, sodomia e inquisição no Brasil colonial, mostra alguns casos de processos contra mulheres acusadas de sodomia durante o período da primeira visita da inquisição no Brasil colonial por volta de 1591 até 1595 e relata que a tradição da igreja considerava a sodomia um “pecado mudo”, ou seja, detestável demais para ser mencionado, tanto nas leis da igreja, quanto nas leis seculares. As pessoas acusadas desse crime teriam cometido semelhante pecado incitadas pelo próprio demônio. A partir do período renascentista o foco começa a mudar e o pecado é atribuído ao próprio pecador e não mais ao demônio. A pessoa que comete o crime nefando é que tem a propensão para o vicio.


Diante das denúncias feitas por testemunhas aos inquisidores, uma questão os intrigava e continuaria sem resposta durante todo período da visita inquisitorial à colônia portuguesa: como atribuir às mulheres o crime de sodomia?
Não tendo condições de provar ainda que as mulheres eram realmente culpadas, os inquisidores muitas das vezes faziam vistas grosas pra tais casos e não podiam, dessa forma, prescrever uma punição adequada. Só bem mais tarde (cerca de um século depois) a pergunta acima teria uma resposta que hoje nos parece um tanto inusitada, mas essa era a concepção que se tinha na época sobre esse assunto. A explicação encontra-se no livro de Ligia Bellini, sendo uma citação da visão Luigi-Maria Sinistrari sobre o assunto:
“No corpo feminino se encontra uma parte que os anatomistas chamam “clitóris”. Esta parte é composta dos mesmos elementos que o pênis do homem, isto é, de raízes, artérias, carne, etc. (...) Se encontra em todas as mulheres, mas nem todas o possuem descobertos ou o fazem para sair para fora do vaso do pudor: se percebe somente uma pequena protuberância nesse lugar do corpo da mulher onde se esconde o clitóris; e esta proeminência pode sair mais para fora das partes vizinhas se, por efeito de excitação venérea, o membro em questão estiver inchado interiormente”.

Com isso, somente se uma mulher possuísse um clitóris nessas condições poderia deflorar outra e chegar até a cometer a sodomia. Então, mesmo não sendo em vaso impróprio, a sodomia poderia dar-se entre duas mulheres se ela utilizasse o clitóris, possuindo um membro de acordo com as condições descritas anteriormente, para penetrar a outra, já que esse tipo de coito não seguia geração. Segundo esses critérios, a mulher poderia cometer a sodomia com outro sexo, no vaso anterior ou posterior de uma mulher e também no vaso posterior de um homem. As mulheres com o clitóris mais desenvolvido estavam mais aptas às tentações carnais e aquele passava a ser a prova do crime.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O FUTEBOL NO IMAGINÁRIO DO POVO BRASILEIRO

O futebol no imaginário do povo brasileiro

É incrível a influencia que o futebol exerce no imaginário do povo brasileiro. Nenhum povo cultua tanto este esporte considerado entre nós uma manifestação cultural tão importante quanto o carnaval a religião, a música etc., podendo, no entanto, mobilizar muito mais pessoas que todas essas manifestações, pois abrange todas as classes sociais sem qualquer distinção. É um dos poucos assuntos que mobiliza o povo brasileiro e talvez o único que coloca em pé de igualdade todos os seus simpatizantes, pois qualquer pessoa, independentemente de instrução, condição social, raça, religião etc., desde que aprecie o esporte, se acha em condições de discuti-lo.

Segundo o antropólogo Roberto da Matta o futebol é um espaço onde a sociedade brasileira simbolicamente se expressa e manifesta-se, deixando-se descobrir. Para o este autor, o futebol praticado, vivido, discutido e teorizado no Brasil seria um modo especifico pelo qual a sociedade brasileira fala, apresenta-se, revela-se e se deixa descobrir desse modo.

Mas o futebol também já foi utilizado pelas classes dominantes com o intuito de afirmação da sua ideologia, isto é, os governantes aproveitaram a paixão que o brasileiro tem pelo futebol para “manipular as massas” em determinados contextos históricos favoráveis. A primeira copa do mundo transmitida pelo radio foi a de 1938 e no Brasil vivia-se então a ditadura do estado novo e o presidente Getulio Vagas aproveitou-se desse fato e fez da sua filha, Alzira Vargas, a madrinha do selecionado brasileiro e o embaixador brasileiro na França (local da copa de 1938) se auto proclamava o torcedor numero um do Brasil. Toda a nação brasileira é convocada para a batalha na França e o governo brasileiro pretende, dessa forma, reforçar a idéia de uma identidade nacional fomentada pela união em torno do futebol. É importante ressaltar que o futebol já era uma paixão nacional desde os anos 20, quando brasileiros já lotavam os estádios de futebol.

Quando o assunto é manipulação através das conquistas do futebol, no entanto, o caso mais clássico que lembramos é o da copa do Mundo no México em 1970. Nesse período vivíamos o momento mais duro da ditadura militar com muitas prisões, torturas e uma perseguição sem trégua do governo aos chamados subversivos ou todos aqueles que discordassem de um regime que não permitia à sua população qualquer tipo de liberdade, ou seja, vivia-se, uma ditadura escancarada. Toda e qualquer manifestação cultural que questionasse ou criticasse a situação vivida pelo Brasil era logo censurada e seus autores corriam o risco de ser presos e torturados. Por essa razão, muitos intelectuais brasileiros preferiram o auto-exílio. Mas, vamos ao futebol. Esse esporte era ainda mais importante nessa época, pois o Brasil já era bi campeão mundial e considerado uma grande potencia nesse esporte. Nesse contexto, o então presidente Emilio Garrastazu Médici foi promovido a torcedor numero um do Brasil e como tal passou a ser um freqüentador assíduo das tribunas de honra dos estádios de futebol e o presidente não só dava opiniões sobre futebol, mas ia além, procurando impô-las e fazendo pressões constantes sobre a escalação da seleção nacional.

A copa disputada no México foi transmitida diretamente para o Brasil como a primeira transmissão em cores em caráter experimental. O numero de televisores ligados assistindo à copa, segundo algumas estimativas, chegava a 600 milhões de aparelhos em todo o mundo. O Brasil foi campeão e tal fato contribuiu decisivamente para a manutenção dos militares no poder. A euforia do povo era gigantesca e esse fato mascarava os problemas vividos no cenário interno brasileiro. O governo militar então se aproveita da euforia geral para se legitimar como se fosse ele, governo, o verdadeiro campeão no México e, ao mesmo tempo, usa a televisão para propagandear o chamado “milagre brasileiro” que proporcionou altas taxas de crescimento econômico e legou para a posteridade um divida externa estratosférica.

Em suma, o futebol é um fator de alegria para o povo brasileiro que o leva, principalmente as camadas menos favorecidas da população, a ter um momento de alegria, de extravasamento dos problemas cotidianos. Uma população que muitas das vezes só encontra alegria nos mementos de vitoria do seu time do coração, que passa por necessidades das mais diversas no dia a dia, precisa de alguma coisa para liberar as suas emoções. Mas, há também o outro lado, o que leva o povo a alienação, sendo o futebol uma espécie de “ópio” que deixa esse mesmo povo esquecido dos demais problemas do País, dos problemas políticos, econômicos, educacionais e muitos outros que podem e devem ser levados em conta, pois senão, nunca sairemos da condição País subdesenvolvido, seremos sempre o País do futuro. Futuro que nunca chegará se não tivermos um povo mais atuante.

Francisco Lima

sábado, 4 de julho de 2009

PODEMOS VIVER SEM PRECONCEITOS OU PELO MENOS TENTAR NÃO CULTIVÁ-LOS..

Podemos viver sem preconceitos ou pelo menos tentar não cultivá-los

Vivemos em uma sociedade na qual o preconceito já virou uma espécie de câncer que a contamina em todos os setores. Há preconceitos de raça, contra idosos, contra os deficientes físicos, contra os nordestinos, contra os homossexuais entre muitos outros tipos. Não há limites para tais praticas que ganham diversas configurações e esconde alguns paradoxos, havendo discriminação até mesmo de alguns grupos contra outros, ambos alvos de preconceitos. Um exemplo disso e que eu observo há bastante tempo é o preconceito que muitos nordestinos nutrem contra os negros. Vou ficar apenas nesse exemplo para não alongar por demais esse parágrafo.

Gostaria de me ater, especificamente, no preconceito contra os homosexuiais, lésbicas e todos aqueles que escapam da heteronormatividade, conceito que resume um conjunto de atitudes preconceituosas e compulsórias, na qual a homossexualidade é tratada como um desvio do que seria a sexualidade natural do ser humano em geral. Não faço parte de nenhum grupo de defesa dos gays e sou heterossexual, mas vejo a questão de uma forma diversa do que parece ter se tornado senso comum. Não considero que uma pessoa que goste de outra do mesmo sexo seja “anormal” por isso, pois um assunto dessa natureza só diz respeito à própria pessoa, não cabendo a ninguém interferir em uma “escolha” totalmente pessoal, individual e que, por essa razão, não afeta ou não pode afetar ninguém senão ela mesma.

No parágrafo anterior eu coloquei a palavra escolha entre aspas de propósito, pois sei que, em se tratando de sexualidade, não há essa escolha consciente, principalmente se considerarmos que geralmente o desejo ou atração sexual começa a surgir na adolescência. Segundo especialistas no assunto, ninguém escolhe sentir atração física por um ou por outro sexo, ou seja, não há uma ação premeditada que possa se configurar em uma escolha racional, pensada por parte do adolescente. Tudo ocorre naturalmente, espontaneamente sem que haja a intencionalidade nesse processo. Resumindo, ninguém escolhe ser gay ou não.

Quando esta manifestação de afeto por outro colega do mesmo sexo ocorrer dentro da escola, cabe aos professores não censurar e fazer de tudo para evitar a discriminação desse aluno por outros colegas. O professor deve aceitar a autodefinicão do aluno sem questioná-lo e protegê-lo contra tratamentos hostis. Mas, infelizmente não é assim que acontece, pois os professores, muitas das vezes, são os primeiros a discriminar o aluno e apontá-lo como o diferente da turma. Uma atitude dessas na escola e partindo de um educador é algo inaceitável, porém muito comum. Nós, educadores, precisamos nos colocar no lugar dos pais desses alunos, pois alem de professores somos pais e mães de família e ver como nos sentiríamos se o nosso filho ou filha fosse alvo de preconceito na escola, justamente em um lugar onde se deve ensinar que nenhum tipo de discriminação é saudável.

Agora vamos imaginar que tenhamos um filho ou uma filha que “tenha uma opção sexual diferente”, isto é, que ele ou ela seja gay, diferentemente do que a gente imaginava como normal na sexualidade humana. Imaginemos ainda que tenhamos feito de tudo para dissuadi-lo ou dissuadi-la desse propósito sem sucesso. Será que vamos fazer o que muitos falsos moralistas fazem por aí, abandonando nosso filho ou filha à própria sorte no momento em que ele ou ela mais precisa do nosso apoio? Será o nosso preconceito maior que o amor que possamos sentir por um ser que geramos e dedicamos todo o nosso carinho? Acredito sinceramente que os pais que agem de forma precipitada e expulsam um filho de casa por esse motivo estão mais preocupados com o que as pessoas pensam ou falam e não tem amor suficiente para compreender e apoiar o filho nesse momento difícil. Se houver amor suficiente nada é mais importante e mesmo contra o nosso preconceito, ficaremos ao lado do nosso filho ou filha.

Francisco Lima

sábado, 27 de junho de 2009

MICHAEL JACKSON VAI FAZER FALTA...

Michael Jackson vai fazer falta
Dinheiro não é garantia de felicidade: esta frase, pode até ser um jargão já bastante batido, que muitas pessoas contestam, muitos com o argumento de que gostariam de ser milionários para saber, sendo que para estes os que esta frase proferem quase nunca experimentaram a riqueza, ou seja, não sabem sensação do que é ser rico. Por isso posso até ser taxado de démodé, mas, ainda assim, vou me arriscar, vou expressar o que penso sobre o assunto: dinheiro não é sinônimo de felicidade, pois dependendo do encaminhamento que passamos dar à nossa existência em função do poder que a riqueza nos confere, pode até representar um retrocesso na nossa caminhada evolutiva, pois o orgulho, a vaidade e outras coisas que podem nos levar a cometer muitos desatinos tendem a aflorar, pois as nossas vontades podem ser quase todas satisfeitas. Daí para o exagero pouco custa.

Quando a riqueza está lado á lado com o sucesso de uma carreira artística muito bem sucedida e sobrevém a fama merecidamente conquistada pelo talento inconteste de muitos artistas que se transformam em verdadeiros mitos, essas pessoas como humanas que são, podem cair em armadilhas e ter a sensação de que são verdadeiros deuses, de que está muito acima dos seres humanos comuns, dos simples mortais. Aí é que mora o perigo, pois quando o orgulho e a vaidade nos dominam, somos capazes de nos diferenciar dos demais seres humanos sim, mas não por sermos melhores, ao contrário, pouco á pouco vamos nos afastando da condição de simples seres humanos até nos considerarmos inatingíveis, quando o exagero se transforma em quase loucura.

Um grande personagem do mundo artístico acaba de deixar o plano terreno e, com certeza, vai deixar muitas saudades, pois muita gente o considerava um mito, um verdadeiro ser sobre-humano pelo grande talento que este artista possuía. Apesar da longa decadência por que passava esse artista, ele não pode ser jamais contestado em seu talento por quem quer seja. Pode não ser uma unanimidade, pois ninguém o é, mas conseguiu o que poucos artistas conseguiram que é ser cultuado por gerações diferentes.

Estou falando Michael Jackson que foi criticado por muitos pelas suas excentricidades, pela sua vaidade e orgulho desmedidos que a condição de grande ídolo acabou aguçando e também pelo seu modo de viver às vezes pouco convencional. Michel viveu em um mundo em que as utopias já não tinham mais razão de ser. A geração de 60 queria mudar o mundo, queria sensibilizar os governantes para a causa da paz, convencendo-os de que a guerra é uma insanidade. A geração oitenta vê o socialismo em agonia e com isto vê reduzida a esperança de um mundo melhor, mais justo e menos desigual. A aparência então é tudo o que mais importa para essa nova geração e Michael Jackson talvez tenha sido vítima desse modo de encarar a vida, transformando-se sucessivamente como numa metamorfose sem fim ou, como diria outro ídolo, Raul Seixas, tornando-se uma metamorfose ambulante.

O que mais importa destacar, entrementes é que Jackson doou milhões de dólares durante toda sua carreira às causas beneficentes através da Dangerous World Tour, trabalhos voltados à ajuda e manutenção de 39 centros de caridades. No entanto, outros aspectos da sua vida pessoal, como a mudança de sua aparência, principalmente a da cor de pele geraram controvérsia significante a ponto de prejudicar sua imagem pública.

Se todos os artistas ricos e milhonários em geral tivessem a bondade de Jacckson ou ajudassem os pobres com pelo menos uma pequena parte de sua fortuna, talvez não existisse mais fome no mundo. É principalmente por isso isso que devemos lamentar, e muito, a morte desse grande ser humano que foi Michael Jackson.

Francisco Lima

A FELICIDADE AGORA ESTÁ COMPLETA...

A felicidade agora está completa...

Antes de você minha vida era, aparentemente, organizada, pois tudo acontecia de forma previsível e poucas mudanças havia na rotina diária. Eu tinha muito tempo disponível e aproveitava isso da melhor maneira: Lia bastante, praticava exercícios físicos e fazia de tudo o que considerasse proveitoso para preencher o meu tempo e ter uma vida saudável. Mas, faltava alguma coisa, embora eu não soubesse exatamente o que. Eu tinha quase tudo, mas as vezes sentia uma sensação de vazio que talvez significasse a falta de algo ou de alguém.
Hoje tudo está mudado, não consigo organizar o meu tempo, não tenho tido o habito dos exercícios físicos e as leituras sempre ficam para os raros tempos que sobram, são adiadas ou são feitas em outros locais, pois na minha casa o tempo já está quase todo tomado. Isso nos impôs uma mudança de rotina e todos os membros da família tiveram que se adaptar a essa nova realidade.
Todo esse turbilhão que acabou nos levando de roldão e nos desafiou a uma mudança repentina, fez com que víssemos que antes, o que parecia certinho, na verdade possuía uma lacuna que agora foi preenchida. O que parece desorganizado, não é senão o tempero que faltava em uma vida (ou melhor em algumas vidas) que era(m) insossa(s). A chegada desse novo ser trouxe a resposta que precisávamos e preencheu o espaço que faltava em nossas vidas. Hoje sabemos perfeitamente o que estava faltando e eu não consigo imaginar como vivemos até agora sem essa “parte fundamental da nossa existência”.
Todos os que me conhecem já devem saber a que ou a quem eu me refiro e eu não poderia deixar de expressar o que sinto nesse momento em que melhor posso avaliar a extensão de todas essas mudanças. Já são quase dois anos que esse ser faz parte da “nossa rotina”, não deixando que a nossa vida se transforme num tédio, pois está sempre a nos ocupar de uma ou de outra forma.
Me refiro a você Ana Clara, você que é a luz que faltava em nossas vidas e, a despeito de todo amor que sinto pela sua irmã, Gaby, não posso deixar de externar o que sinto, mesmo por que eu sei que o que sinto e extensivo a todos os membros da nossa pequena família. Tudo o que julgávamos certinho e organizado em nossa vida antes de ti, era na verdade uma vida sem muito sentido, pois faltava uma parte indissociável para que se completasse o todo. Você preencheu esse vazio em nossas vidas e todos nós somos muito mais felizes agora e não imaginamos como conseguimos viver até então. Entrementes, só nesse momento podemos avaliar o que faltava em nossas existências.
Hoje, ainda estamos nos adaptando a conviver com a falta de tempo, de sono de privacidade e outras coisas, mas nós abrimos mão de tudo isso, temporariamente, mas alcançamos a felicidade de saber que agora todos estamos completos, pois a família está completa.
Papai e família.

domingo, 7 de junho de 2009

PROJETO AUTONOMIA...

Projeto autonomia

Como educador vejo com bons olhos todas as tentativas de mudança quando os agentes desta mudança estão de fato imbuídos de boas intenções. Não deixo por outro lado de observar o que pode haver por de trás das intenções desses mesmos agentes, analisando-as de forma critica e não emitindo um parecer sem antes analisar até que ponto tais mudanças poderão ser positivas. Não podemos esquecer que estamos diante de decisões tomadas por políticos, sendo sempre relevante, em tais casos, a aplicação de um famoso ditado popular que diz que de boas intenções o inferno anda cheio.

O projeto autonomia é uma dessas tentativas de mudança que tem a suposta intenção de mudar o quadro de defasagem idade-série da rede estadual do Rio de Janeiro e proporcionar aos estudantes que vivem essa dificuldade uma nova qualidade de vida, possibilitando novos conhecimentos e perspectivas no mercado de trabalho. Fiz uma pesquisa mas não consegui achar muita coisa detalhando o significado do projeto em linhas gerais. O que sei é que se trata de um convenio assinado entre o governo do Estado do Rio de Janeiro e a fundação Roberto Marinho, sendo que aquele teve que pagar uma quantia significativa à referida fundação. Sei também que no projeto autonomia, os alunos são acompanhados por um professor supostamente “capacitado para dar aulas de todas as disciplinas” , o que, à primeira vista, parece impossível e que, em tese, os alunos teriam 160 horas de aulas presenciais, além do auxílio de outras mídias, como vídeos e livros.

Nesse projeto, os cursos de ensino fundamental têm duração de um ano e os de ensino médio de um ano e meio. Podemos antever que haverá, dessa maneira, muito mais “alunos formados” nos próximos anos por meio do projeto do que haveria se seguissem o curso regular que seria de três anos no ensino médio e de, no mínimo, dois anos no ensino fundamental. Pelo menos as estatísticas seriam amplamente favoráveis, pois o que vale para muitos organismos internacionais são os números. Mas a qualidade do ensino... deixemos isso para o final.

Não vou me alongar muito mais para não ser deveras cansativo, podendo dizer apenas que diante do exposto até aqui, mesmo considerando a minha parcial ignorância, sendo por isso mesmo muitas as minhas duvidas posso fazer às autoridades responsáveis pela Educação estadual os seguintes questionamentos ou, se preferirem, colocar as seguintes duvidas, não apenas minha mas de muitos colegas que ainda não compreenderam em toda a sua extensão a implantação do projeto em questão que tem tudo haver com o nosso cotidiano e que, ao que parece, pode ter vindo para ficar ou para durar muito tempo:

1- Será que um professor de Historia, como eu, terá condições de tirar duvidas de Física, Matemática ou Química que são ciências ou áreas de conhecimento totalmente distintas da habilitação para a qual prestei concurso?

2- E os professores de Matemática, Física ou Química, eles, por seu turno, poderão tirar duvidas de Historia, Geografia ou Português?

3- A capacitação de alguns dias habilitará o docente ou dará a este a competência que é necessária para trabalhar com todas as disciplinas?

4- Dada a dimensão que o prjeto está tomando em muitas escolas, podemos também perguntar sobre os docentes que não se propuserem a fazer tal mudança ou não quiserem participar do projeto. como ficará a situação deles? serão obrigados mesmo contra a vontade?

5- Sendo já um fato consumado em muitas escolas da rede estadual, como os especialistas em educação ou as autoridades da rede estadual analisam a formação dos alunos formados com base nesse projeto?

6- Os alunos formados por esse meio terão condições de prestar um vestibular ou mesmo concorrer em uma prova do ENEM com outros candidatos formados no ensino regular?

Todas essas duvidas passam pela nossa cabeça mas tratam-se de apenas algumas dentre muitas outras questões que pedem esclarecimento a respeito da implantação do projeto autonomia que chegou sem que os principais interessados, os docentes, tivessem sabido com antecedência do que se tratava. Pelo menos foi essa a impressão que tive.

Francisco Lima.