domingo, 21 de março de 2010

OS CASOS DE PEDOFILIA ENVOLVENDO PADRES EM ALAGOAS...

Os Casos de pedofilia envolvendo padres em Alagoas
A edição de 11/03/2010 do conexão repórter apresentado pelo jornalista Roberto Cabrini, agora no SBT, mostra um vídeo de um padre de Arapiraca, interior de Alagoas, fazendo sexo com um rapaz que fora seu coroinha. As evidencias são muitas e não há como negar a veracidade dos fatos mostrados. A meu ver a situação é agravada ainda mais pelas ameaças feitas por um advogado identificado como Daniel Fernandes que aparece na reportagem intimidando e até ameaçando os jovens responsáveis pela gravação, identificados como Flávio e Fabiano.
Os garotos ainda confirmaram que receberam R$ 30 mil reais do advogado em uma negociação intermediada por Monsenhor Raimundo, um dos acusados, para que não divulgassem os vídeos. Durante a apuração, outros jovens foram localizados dizendo que passaram pelo mesmo assédio, chegando à prática do sexo com os padres. Entre eles está um menino, de 11 anos. Ele afirmou que foi assediado por um outro padre da região. Há grandes evidências da culpabilidade dos envolvidos, mas, o histórico de punições a semelhantes casos mostra que, quase sempre, prevalece a impunidade ou, quando muito, são aplicadas penas brandas até que tudo caia no esquecimento e, nesse caso, uma transferência dos acusados resolveria o problema.
No entanto, há informações de que um dos padres já foi afastado da paróquia e será julgado pela justiça civil. E outros dois foram suspensos de suas tarefas eclesiásticas e estão sendo submetidos a um processo canônico por suspeita de pedofilia, ou seja, pelo menos por enquanto, parece que há a intenção séria na apuração desses casos de pedofilia, contrariando ao que acontece na maioria das vezes, mas, é preciso saber o que realmente vai acontecer, pois a imprensa ainda está em cima e não seria bom que a igreja não tomasse nenhuma atitude nesse momento. Esperemos a poeira baixar e vejamos no que vai dar!!
Em muitos casos desse tipo acontece o inverso, pois não são muitos os abusados que tomam o cuidado de se munirem de provas, como no caso de Arapiraca. Muitas dessas vitimas são ainda crianças e demoram a entender o que realmente está acontecendo ou se negam a acreditar que uma pessoa tão venerada por quase toda a comunidade possa cometer semelhantes atos. O que pode ocorrer em muitos casos é que os denunciantes de vitimas, paradoxalmente, passem ser vistos como “culpados” por uma denúncia supostamente vazia. Os acusados são absolvidos por falta de provas materiais e os jovens que se expuseram fazendo a denuncia correm o risco de serem apontados por muitos como responsáveis pela divulgação de “fatos inverídicos.”
O fato é que, por questões práticas (em muitos casos há grandes dificuldades para encontrar um pároco substituto), a igreja quase sempre minimiza tais denuncias. Se necessário for, mobiliza um grande aparato jurídico na defesa dos seus membros mundo afora. Os traumas e problemas das vitimas dos abusos sexuais, para a igreja, muitas vezes, não têm a menor importância. As famílias é que tem de arcar com um ônus muitas vezes pesadíssimo. Essas mesmas famílias ainda podem ser discriminadas pela comunidade religiosa onde se deu o fato, o que muito lamentável.
Como ser humano compreendo que os padres, que são igualmente humanos, estão sujeitos a todas as vicissitudes pelas quais todos nós passamos. Eles não são diferentes e, por isso mesmo, podem cometer erros e ter as fraquezas que todos os simples mortais possuem. A fraqueza é parte da essência humana e não podemos cometer o erro de enquadrar os lideres religiosos, entre eles os padres, em uma categoria especial ou superior aos demais seres da mesma espécie humanoide. Nesse sentido, é uma lástima violentar ou contrariar a natureza humana com regras e imposições arcaicas, elevadas à categoria de dogmas, criadas em tempos remotos motivadas quase que exclusivamente em interesses que visavam a manutenção do poderio da igreja romana, que não poderia perder terras, sinônimo de poder durante a idade media.
Estou me referindo ao celibato clerical que é, nos dias atuais, um contrassenso que só pode ser mantido como imposição de uma instituição que muitas vezes desconhece o sentido da palavra mudança. À parte os casos de homossexualismo, que são muitos na igreja, há outros de clérigos que se envolvem com mulheres, muitas vezes casadas. Os padres têm que ocultar essas relações por estarem cometendo o pecado nefando de agirem como seres humanos. Muitos até se sentem culpados e se autopenitenciam não tanto por estarem levando muitas mães de família ao adultério, mas pelo pecado maior, que seria o ato sexual em si, o prazer sexual, supostamente um grande pecado, já que os votos equivaleriam à pena da eterna castidade.
O fato de muitos casos de pedofilia e supostos desvios sexuais cometidos por padres serem minimizados ou até mesmo ignorados pela igreja tem tudo a ver com essa imposição. Cada vez menos padres se formam, pois não são muitos os seres humanos que querem fazer promessas e votos que irão de encontro à sua natureza humana. É muito difícil a vida de um clérigo que deseja seguir à risca as imposições do celibato. Acredito que seja impossível mesmo viver indiferente ao desejo sexual, ainda que o ato não se consume, dos pensamentos e sonhos, que nem sempre se pode controlar, ninguém estará livre, por mais que se tente fugir. E haja penitencia!!
Eis a minha opinião sincera de pecador convicto, mas que não se furta de observar e pensar sempre num jeito de melhor vivermos como seres humanos. Que me perdoem os católicos ortodoxos, mas esse é meu o jeito de ver esse assunto e acredito que a igreja teria muito a ganhar se parasse para pensar nessa questão. Soluções paliativas servirão apenas para adiar o que pode tornar-se inevitável.
Palavras de um pecador sincero.

Francisco Lima

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

SEGURANÇA x SATISFAÇÃO...

Segurança versus satisfação

Às vezes nos acomodamos a determinadas situações em que, mesmo sabendo que podemos mais, nos prendemos devido a uma ou outra circunstância. A segurança que às vezes sentimos pode nos levar a aceitar anos de insatisfação por causa da incerteza e, muitas vezes, do medo de arriscar. Tornamos-nos, assim, escravos de uma situação que pode nos deixar oprimidos e insatisfeitos e isso, além de frear nossos desejos de alçar voos mais altos, pode chegar ao ponto de nos deixar extremamente frustrados por aquilo que devíamos e poderíamos ter feito e não fizemos.
Não há nada mais frustrante que vermos o tempo passar e atestarmos que , apesar de alguma conquista material, não nos abrimos para a mais importe das conquistas que é a satisfação de poder fazer algo que nos traga algum prazer. Isso dependeria, na maioria das vezes, apenas da nossa vontade de buscar o que julgamos melhor para nós. A segurança trazida por uma situação relativamente estável nos deixa como que engessados e, às vezes, não nos julgamos capazes de abrir mão dessa suposta segurança. Algumas vezes é preciso ousar e acreditar no nosso potencial e para isso é preciso arriscar. Se não arriscarmos, nunca saberemos o que poderia ter sido e continuaremos na mesmice.
Quando no, entanto, a oportunidade aparece, mesmo que a opção pela mudança traga alguma desvantagem material, não podemos perder o ensejo de começar a fazer tudo diferente. Traçar um caminho próprio, que nos leve a buscar uma trajetória que nos seja mais satisfatória e nos abra mais horizontes é salutar. Mesmo por que se as oportunidades surgiram foi devido a nossa busca por algo novo. A insatisfação nos levou a essa busca e não podemos desperdiçar esse momento. É agora ou talvez nunca!!
Por isso, é necessário que tenhamos fé e acreditemos no nosso poder realização. Com vontade poderemos alcançar muito mais do que temos conseguido. Então, bola pra frente e tenhamos sucesso nessa nova empreitada.

Francisco Lima

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A SOLIDARIEDADE VENCEU O PRECONCEITO....

A solidariedade venceu o preconceito.

Não gosto muito dessas celebridades instantâneas que surgem quase todos os dias na mídia. As futilidades ganharam um espaço muito maior do que deveriam na televisão e nos jornais e muita gente faz qualquer loucura para ter a sua imagem divulgada pelos quatro cantos do país.
Não há limite para isso e em programas de reality shows como big brother não há outra intenção que não seja a de mostrar a intriga na relação entre os seres humanos que estão passando pelo teste de convivência juntos fechados em uma casa. Mas a necessidade de ibope pede outras atrações e a baixaria chega a seu ápice quando são incentivadas as relações amorosas entre os participantes. A TV mostra de forma velada as supostas relações sexuais que rola entre esses casais formados exclusivamente para aumentar a audiência do programa, quando essa está em declínio.
Eu não seria contrario a esse tipo de programação se ele acrescentasse alguma coisa em termos culturais, com atrações mais criativas que fizessem os participantes raciocinar. A dificuldade está exatamente ai, pois a maioria desses participantes tem ojeriza a raciocínios mais elaborados e, nesse sentido, o programa vai na contramão disso, chegando ao ponto de valorizar, de dar mais notoriedade, justamente aqueles que se mostram mais avessos à cultura. O tal do Cleber Ban Ban é apenas um exemplo disso.
Mas, talvez a globo saiba direitinho que está fazendo, pois enquanto mantiver o povo na ignorância, poderá sempre utiliza-lo como massa de manobra. Pelo menos é o que ela pensa!
O fato de citar o big brother foi apenas uma divagação da minha parte para ilustrar a grande cultura das novas celebridades brasileiras. Mas, existem casos em que a aparição na TV não foi algo planejado e ainda assim cria-se mais um mito que ao ser visto na rua é alvo de todas as atenções, tendo que dar autógrafos a todos que o cercam. Tal foi o caso da estudante Geysy Arruda que sofreu com muitas ofensas dos “colegas da universidade UNIBAN” só por que utilizava uma saia supostamente curta. Por pouco ela não foi agredida e a universidade ainda estava apoiando a atitude hostil dos vândalos travestidos de estudantes. Só voltou atrás quando foi obrigada e, por isso, já foi taxada com razão por muitas pessoas de UNITALEBAN em referência ao grupo terrorista radicado no Afeganistão.
O fato foi exaustivamente mostrado na televisão e, por causa disso, a moça (Geysy Arruda) ficou nacionalmente conhecida. Em solidariedade a ela, a grande maioria da população e da imprensa prestou seu apoio. O fato acabou sendo extremante positivo para a moça e ela fez varias cirurgias plásticas estéticas e sem nenhum custo, se preparando assim para ser devidamente aceita no mundo das celebridades. No carnaval de 2010, saiu como destaque escola de samba porto da pedra no desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro.
Ela está vivendo um conto de fadas, graças aos vândalos que tentaram agredi-la. Eles estão se mordendo de raiva, pois não esperavam que fossem promovê-la dando-lhe tanta notoriedade. Tinham em mente exatamente o contrario, pois a intenção talvez fosse bani-la para sempre, mas o tiro saiu literamente pela culatra. E agora são obrigados a engoli-la na mídia quase todos os dias. Como devem estar sofrendo!!

Por tudo isso, eu torço para que essa moça se forme e tenha sucesso na carreira profissional que escolher e se puder aparecer de vez em quando para atestar o quanto está bem sucedida será ainda melhor para mostrar aos preconceituosos o quanto eles estiveram errados quando escolheram esse caminho. Isso servira também para causar-lhes um pouco inveja, o que será ainda melhor.

Francisco Lima

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

TRAJETÓRIA DE UM VENCEDOR...

Trajetória de um vencedor.

Ele é um personagem controverso, querido por muitos odiado por alguns, mas que tem alguns atributos que mesmo aqueles que dizem não admira-lo têm que admitir essas qualidades: É uma figura carismática e possui uma liderança que até os seus supostos inimigos hoje admitem.
Como muitos brasileiros é filho de família pobre, aliás, paupérrima e passou fome na infância, enfrentou a aventura do pau de arara do Nordeste para são Paulo e foi com muita batalha que conseguiu galgar um caminho de sucesso até chegar aonde chegou.
Entrou para o movimento sindical no final dos anos sessenta e batalhou muito até conseguir aproximar o sindicato daqueles que são a razão de ser dessa entidade, ou seja, dos trabalhadores. Teve total êxito em sua empreitada e conseguiu 98% dos votos em sua segunda candidatura a presidente da entidade.
É bom lembrar que para os trabalhadores o sindicato, antes da entrada em cena desse personagem, era algo totalmente distante, quase uma abstração. Essa situação só foi mudando quando esse personagem entrou em cena e colocou em pratica os planos que acalentara desde que foi eleito diretor da entidade pela primeira vez no fim dos anos 60. Podemos afirmar com toda a certeza que foi ele o responsável por criar toda a estrutura para tornar o sindicato o que viria a ser posteriormente. As mudanças empreendidas por ele foram, nesse sentido, o divisor de águas para mudanças em outros sindicatos da mesma categoria, tendo até mesmo influência em outras entidades de outras categorias. Desse modo, o cara revolucionou não só o sindicato do qual era presidente, mas também serviu como referência para outras categorias e não foi a toa que ganhou tão grande notoriedade.
Durante toda a sua carreira sindical, leu bastante, se muniu de todo o material teórico que lhe embasasse para discutir com quem quer que seja e em igualdade de condições sobre socialismo, marxismo e outras leituras necessárias a um sindicalista bem informado. Não ficou para trás nesse sentido, mas não achou necessária uma formação acadêmica. Talvez isso não tenha sido tão importante para alguém que se constituía na luta diária da base sindical, alguém que se tornava mais e mais importante a cada dia, sem, no entanto buscar isso para si como vaidade pessoal.
Mas ele foi ganhando notoriedade pelo seus feitos, pelo que se mostrava no dia a dia e não por favores de quem quer que seja. Alcançou fama internacional pelo que tinha conseguido graças aos seus próprios esforços na luta sindical e sua importância, a essa altura, já transcendia o movimento sindical.
A elite brasileira que sempre foi conservadora e preconceituosa começou a incomodar-se com o destaque que estava ganhando esse “Zé ninguém”. Esse filho pobre do nordeste não poderia merecer tamanho destaque dos meios de comunicação. Era insuportável tolerar um cara que fala um português incorreto, que se porta como um “cafona e grosseiro” e tem os seus modos semelhantes aos pobres que não sabem se portar em ambientes requintados. Era necessário que se fizesse alguma coisa para tira-lo de cena.
Ele foi um nome de destaque na fundação do partido dos trabalhadores (PT) e a elite não conseguiu fazer nada para frear a sua ascensão e o cara conseguiu eleger-se deputado federal. Foi longe demais, diria essa mesma elite que não mais suportava vê-lo em seu meio sem que tivesse qualquer mérito de berço que o justificasse. Se ao menos tentasse se adaptar, vá lá! Mas o cara teima em ser pobre no meio dos ricos! Desse jeito, acaba subvertendo a ordem natural das coisas e isso é imperdoável.
O tempo passa e o sujeito, muito sem noção do seu lugar na sociedade, acaba candidatando-se a presidente da republica. Tá bom, candidato qualquer um pode ser!! Com certeza ele será mais um daqueles que só querem aparecer e não dará nem para a saída, pois o povo não será tão ignorante a ponto eleger um “semianalfabeto” a presidente! Opa! Aconteceu o que ninguém esperava, pois o azarão, o cavalo paraguaio foi muito bem votado e foi para o segundo turno e disputará agora com o candidato que é o modelo perfeito. Homem bonito, culto, chique, e que fala vários idiomas. Apesar de ter surgido na política pelos favores de políticos ligados à sua poderosa família, ainda assim, é o homem perfeito. Com formação universitária e currículo impecável é o homem ideal para dirigir a nação. Somente Collor, esse é nome do candidato da elite e de toda a imprensa marrom, tem competência para dirigir um país tão complexo. Se não for elle, não haverá em hipótese alguma de ser o outro.
As pesquisas indicam que o candidato sem méritos, sem berço e que deseja tornar o País uma nação de descamisados, de pobres, está crescendo mais do que o previsto. O outro, o candidato da elite reage prometendo acabar com os descamisados, mas o golpe de misericórdia foi dado pela imprensa marrom. A rede globo editou um debate em que o candidato dos pobres foi muito melhor e os jornais seguiram a farsa global e disseram que o representante da elite fora mais articulado.
Como se tudo isso não bastasse, o representante dos afortunados contratou uma mulher miserável para derrubar de vez todas as chances do pobre que deseja chegar ao poder. A mulher diz que tem um filho abandonado e que o pai seria justamente o pobre que teimava em se meter no mundo dos ricos. Foi o golpe fatal . O povo não ia votar em um cara que tem coragem de abandonar um filho, embora milhões de crianças sejam abandonadas pelos seus genitores pelo País afora. A farsa foi descoberta mais tarde, pois a mulher não recebeu o pagamento pelo “serviço prestado” e botou a boca no trombone.
A luta contra a elite e os preconceitos sofridos não desanimaram o então outrora preferido dos pobres. Agora não apenas os pobres, mas uma grande parcela da classe média já reconheciam o seu valor. Isso, no entanto, não foi suficiente para ele vencer o agora representante dos ricos FHC. O plano real, tido como feito do candidato, foi suficiente para elegê-lo duas vezes derrotando um cara que já não era um intruso que se imiscuiu no universo dos ricos. Era uma ameaça real e a elite se desesperou quando não tinha mais candidato que pudesse lhe fazer frente. FHC não poderia mais ser candidato e os seus pares não possuíam o mínimo carisma. A arrogância do candidato da situação, José Serra, acabou sendo um grande obstáculo que, desse modo, não teria chances contra o agora fortalecido e insistente operário que via finalmente a chance de ser o maior mandatário desse País.
O cara conseguiu vencer as eleições e governou contra os preconceitos da elite, contra a imprensa que tudo fez para tentar envolvê-lo diretamente nos muitos casos de corrupção então divulgados. As alianças que teve que fazer em nome da governabilidade colocou na base aliada do governo políticos corruptos, inescrupulosos e os fatos chegados à imprensa chegaram a abalar a credibilidade do governo, mas, para desespero dos ricos, conservadores e imprensa marrom, sempre esteve longe de abalar a imagem do agora popularíssimo presidente.
Um novo mandato lhe foi concedido e sua vitoria foi esmagadora. Agora a maior parte dos analistas elogiam os feitos do governo. A imprensa continua em busca de fatos negativos que eventualmente estejam associados à figura do presidente. Não conseguindo tais fatos, tenta ridicularizá-lo insistindo no que chama de gafes mostrando os supostos erros e tropeços com as palavras que nada mais são que o jeito simples de quem fala de forma natural sem a preocupação com o que seria erro do ponto de vista gramatical. A imprensa deixa bem claro que o preconceito que nutre pelo presidente jamais terá fim. É até compreensível, pois a nossa imprensa sempre esteve e está a serviço da elite. Dá para entender que se trata de um antagonismo que opõe os intelectuais e ricos preconceituosos de um lado e os pobres e supostamente iletrados do outro.
O prestigio alcançado ao redor do mundo, não pode ser fruto do acaso. A sorte, que alguns lhe atribuem em larga escala para justificar seus feitos, não lhe daria a honra de ser elogiado pelo homem mais importante do mundo, o presidente dos Estados Unidos. E não é qualquer presidente, pois se trata de Barack Obama, a liderança carismática mais importante dos últimos tempos na política norte-americana. Enquanto Obama dizia que Lula era o cara mais conhecido da face da terra, a imprensa brasileira ainda caía de pau no nosso cara apenas por que ele disse a incontestável verdade de serem os loiros de olhos azuis os responsáveis pela crise econômica que assolava o mundo na época. Eis um paradoxo que deixou a nossa imprensa marrom com um sorriso amarelo.
Mas a batalha de Lula contra o preconceito, porém, não se limita a apenas ter que enfrentar a elite e a imprensa. Muitos pobres “iletrados” e alguns supostamente esclarecidos, mas, que talvez sejam mais ignorantes que os primeiros mostram por ele uma resistência às vezes maior que a mostrada pela elite, que não é boba e já viu o valor de Lula, embora jamais admitam isso. Pois bem esses pobres e os esclarecidos ignorantes deixam que o preconceito seja tão grande que nem buscam saber a veracidade dos fatos. Preferem acreditar no acham ser verdade, movidos pelo discurso preconceituoso da imprensa e não se dão conta do quanto estão sendo ignorantes e manipulados pelos poderosos.
Na minha opinião o Brasil se tornou mais justo com a eleição de Lula. Até então, tínhamos uma “democracia para ricos”, onde eles se revezavam no poder e para os pobres, muitas vezes, eram negados até os direitos mais básicos. Reconheço que ainda há muito que fazer nesse sentido, mas a elite já está preocupada e luta com todas as armas possíveis para manter o seu status quo e nós, às vezes, estamos dando a nossa contribuição, sem nos darmos conta, para a manutenção desses privilégios dos bem nascidos.

Francisco Lima

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

VOCÊ SE ACHA HONESTO?

Você se acha honesto?

É sabido que muitas expressões e palavras acabam sofrendo mutações com o correr do tempo. Os seus significados podem mudar bastante e tornarem-se totalmente diferentes do que fora primitivamente, isto é, inteiramente diverso do que indica a sua etimologia ou origem. Um bom exemplo disso são as mutações sofridas pela palavra medíocre na qual é fácil identificar o radical médio, ou seja, uma pessoa medíocre seria alguém dentro de uma determinada media. De acordo com antigos dicionários, medíocre significava "mediano, ordinário, insignificante, vulgar, sem mérito, mas, nos dias atuais, o termo mediano perdeu o sentido e as conotações pejorativas que definiam esse termo é que ganharam espaço.
Há palavras que carregam uma carga simbólica muito grande e são exaustivamente repetidas aos quatro ventos, mas que, paradoxalmente, em vez de consolidar o seu significado acabam se tornando, algumas vezes, conceitos vazios ou longe do seu significado real. Tais palavras ou conceitos já fazem parte da cultura e do imaginário das pessoas e expressam as qualidades que todos se atribuem, sendo motivo de graves desavenças a negação dessas qualidades atribuída a quem quer que seja.
Para melhor compreendermos o que foi dito acima, vamos imaginar uma pesquisa em que as pessoas responderiam alguns questionamentos, entre os quais:
1- Você se acha honesto?
2- Você se acha uma pessoa honrada?
3- Sua vida é pautada por atitudes éticas?
Muitas outras questões poderiam fazer parte dessa lista, mas, por enquanto, essas bastam aos nossos objetivos.
Todos nós sabemos que as palavras honestidade, honra e ética entre outras expressam atributos fundamentais da cidadania e todos julgam possuí-los em alto grau. Assim, é difícil imaginar que uma só pessoa possa responder negativamente a uma das perguntas acima, ainda que não façam uma analise mais detalhada do significado de tais palavras.
O que é significativo porem é que muitas pessoas consideram que algumas atitudes como subornar um policial, comprar produtos de origem sabidamente duvidosa da mão de terceiros, fazer o chamado gato na ligação elétrica etc. são coisas que não irão afetar de maneira alguma a sua dignidade de cidadão honesto. Quando questionados, afirmam que “quase todo mundo faz a mesma coisa,” não sendo, por isso, atitudes reprováveis os comportamentos supracitados.
Entrementes, é muito preocupante essa banalização e a transformação da “pequena corrupção” em atos corriqueiros. Palavras como ética e honestidade não são passiveis de mudanças interpretativas e devem manter o seu sentido original sempre, senão, não farão o menor sentido.
Para sermos realmente honrados, éticos e, principalmente, honestos, temos que evitar que essa “onda de pequenos atos corrupção” nos atinja. Só poderemos responder positivamente às questões propostas acima se não nos deixarmos levar por esses modos de agir que, infelizmente, a cada dia assola mais e mais a sociedade brasileira. É o “chamado jeitinho brasileiro” que encontra soluções rápidas para tudo sem se preocupar com as consequências.

sábado, 23 de janeiro de 2010

VIOLÊNCIA GERA VIOLÊNCIA...

Violência gera violência.

Estava refletindo sobre violência e me veio à cabeça os mais diversos tipos de atitudes violentas praticadas por muitos de nós sem que, na maioria das vezes, sequer nos apercebamos disso. Os meios de comunicação enfatizam muito mais a violência no sentido físico, isto é, onde há agressão física e, em grande parte, com o uso de armas para promover o ato violento. Isso acaba nos levando a uma conclusão errônea de que a violência só se consuma com o concurso de atitudes extremas que causam danos a outrem.
Segundo a definição de muitos dicionarios, violência é um
comportamento que causa dano a outra pessoa, ser vivo ou objeto. Nega-se autonomia, integridade física ou psicológica e mesmo a vida de outro. É o uso excessivo de força, além do necessário ou esperado. O termo deriva do latim violentia.
Apesar disso, a violência fisica representa apenas uma forma de violência , sendo que há muitas variáveis que podem ser tratadas como tais: violência psicologica, politica, cultural, verbal, contra a mulher, infantil, expontânea x institucional etc. Não nos interessa aqui definir toda essa tipografia da violência, mas para quem se interessar pelo assunto essas definições estão disponíveis na wikpédia.
Na nossa convivencia cotidiana com os nossos semelhantes, nossas atitudes e comportamentos estão eivados de preconceitos que acabamos por encararar como algo natural. Um exemplo claro do que estou falando é o modo que nos referimos aos que têm, na nossa concepção, comportamento desviante ou considerado diferente no seu relacionamento amoroso ou afetivo. Tais pessoas preferem os parceiros do mesmo sexo e, por isso, são vistas como seres anormais e são nomeados dos mais diversos modos com expressões pejorativas que têm como finalidade rebaixá-los, desmoralizá-los por estarem indo contra os valores de uma “sociedade que preza a manutenção dos valores cristãos e vive de acordo com moral e os bons costumes.”
Mas, que sociedade é essa que faz do preconceito e da intolerância valores tão prezados esquecendo-se da verdadeira essência do ser humano?
Que bons costumes são esses que valorizam a intriga e a fofoca como algo a ser cultuado e que prega a exclusão de muitas pessoas, chegando ao absurdo de muitos pais expulsarem seus filhos de casa pelo fato de sua opção sexual ser diferente da considerada padrão?
E há preconceitos dos mais diveros tipos, sendo muitos excluídos pela cor da pele, outros pela sua origem e a grande maioria, na minha opinião, pela sua condição social.
Cabe então um questionamento: não será violência excluirmos nossos irmãos apenas por nossas idéias preconcebidas, isto é, pelos nossos preconceitos?
Não resta dúvida de que o preconceito é um tipo de violência que pode acabar por gerar revolta nas pessoas alvo da exclusão, tornando-as agressivas. É uma reação natural contra uma sociedade que a exclui.
Tenho observado que nas escolas esse comportamento preconceituso dos mais diversos matizes é muito comum. Taxar o aluno de incapaz de aprender, de inapto, de burro é algo costumeiro. Nós, professores, temos que ser agentes do não preconceito e muitas das vezes estamos incentivando tais atitudes o que é muito lamentável.
A violência nas escolas tem se tornado algo muito corriqueiro. Os meios de comunicação mostram essa dura realidade quase todos os dias. Essas atitudes violentas são geradas por diversos fatores, entre os quais podemos citar a crescente insatisfação dos jovens em relação à escola pelos mais diversos motivos.
Entretanto, é sabido que muitas brigas entre alunos são causadas por atitudes preconceituosas e se essas mesmas atitudes não forem combatidas por professores, direção e educadores em geral, podemos nos tornar alvo dessas agressões. Temos que começar uma mudança de de mentalidade e de atitudes dentro da escola para que isso possa se refletir na sociedade como um todo.
A escola não pode ser um reflexo do que há de pior na sociedade. Ao contrário, ela precisa ser agente de transformaçõs positivas e isso tem começar no combate a todo e quaisquer tipo de preconceitos sob pena de não estar cumprindo o papel que lhe cabe. Do contrário, se alimentarmos o preconceito estaremos indiretamente a alimentando a violência.

Francisco Lima

sábado, 19 de dezembro de 2009

NATAL e SOLIDARIEDADE...

Natal e solidariedade

Com a chegada do fim de ano, uma atmosféra de entusiasmo toma conta de todos e grande é a azafama de pessoas ávidas de comprar os presentes, sempre tendo o cuidado para não se esquecerem de ninguém.
Mas será de que não estamos reamente nos esquecendo de ninguém?
O Natal surge como o aniversário do nascimento de Jesus Cristo, sendo atualmente uma das comemorações mais importantes celebrada em todos os países de influência cristã.

Inicialmente, a Igreja Católica não comemorava o Natal. Foi em meados do século IV D.C. que se começou a festejar o nascimento do Menino Jesus, tendo o Papa Júlio I fixado a data no dia 25 de Dezembro, já que se desconhece a verdadeira data do nascimento de Jesus.

A pegunta feita acima não é sem cabimento, pois o que mais acontece nos dias atuais é nos esquecermos justamente daquele que é, simbolicante, o aniversariante do dia, ou seja, o natal comemora o aniversário de Jesus e nós, muitas vezes, sequer lembramos desse fato.
Todos nós merecemos esses momentos em família (quem as têm), essa confraternização com os nossos entes queridos, essa união que nos leva algumas vezes (senão todas) a cometer excessos. Excedermos-nos um pouco é até permitido nessa época pois, afinal, estamos festejando o que pode ter sido um ano de sucesso e igualmente de muito trabalho e consequentemente de estresse, mas que foi superado com o concurso da nossa vontade persistente.

Por tudo isso, que façamos sim as nossas festas, que festejemos mais um ano que se passou e blindemos a chegada do ano vindouro, mas que possamos refletir um pouco naqueles que não têm o que comer, não tem uma família e não possuem um teto para se abrigar.

Enfim, se colocarmos esse assunto como objeto das nossas reflexões, logo estaremos agindo para diminuir o sofrimento dos nossos irmãos menos afortunados e, dessa forma, poderemos dar ao natal o seu sentido verdadeiro, pois o próprio mestre Jesus ficará muito satisfeito conosco, já que a essência da vida para ele consistiu na caridade. O amor ao próximo pregado por Jesus pode ser materializado na caridade.
Se seguirmos esse ensinamento do mestre maior, nos engrandeceremos e faremos um natal verdadeiramente cristão e fraterno. Jesus estará conosco e sentir-se-á verdadeiramente homenageado.

Francisco Lima