sábado, 29 de outubro de 2011

REFLEXÕES SOBRE A CORRUPÇÃO...


Reflexões sobre corrupção

corrupção é um problema sério em nosso País e afeta a sociedade de uma forma generalizada, atingindo as três esferas de poder (executivo, legislativo, judiciário), bem como as mais diversas instituições. É um câncer que precisa ser extirpado urgentemente do nosso país.

Na maioria das vezes não nos damos conta disso, mas em muitas das nossas atitudes alimentamos esta “corrente perversa” e muitos de nós achamos esses comportamentos absolutamente normais. Isso é, a meu ver, um dos grandes problemas, pois o que é errado acaba ganhando um novo significado e torna-se comum até não ter mais a conotação negativa que deveria.

A palavra corrupção vem do latim “corruptos” e significa quebrado em pedaços. O verbo corromper significa “tornar pútrido”

A corrupção pode ser definida como a utilização do poder ou autoridade para conseguir obter vantagens e fazer uso dinheiro público para o seu próprio interesse, de um integrante da família ou amigo.

Mas eu considero que atitudes corriqueiras praticadas por muitos de nós, mesmo que não se encaixe na definição acima como corrupção, contribui e muito para deteriorar ainda mais a nossa sociedade.

Comprar uma mercadoria qualquer que lhe seja oferecida sem saber a origem ou procedência só para levar vantagem, pois preço está abaixo do que é normal é uma atitude que, se comprovado que a mercadoria é roubada, pode configurar-se em crime de receptação, mas esta ação trás no seu bojo um ato de corrupção. Devido ao costume, muita gente considera essa atitude normal e não se dá conta de que pode estar alimentando uma “corrente criminosa” que amanhã poderá se voltar contra eles transformando-os em “vitima”, isto é, podem ser roubados por sua própria “culpa”, ainda que essa suposta culpa não seja algo percebido por muitos que de tão habituados não percebem o erro em que estão incorrendo

FRANCISCO LIMA

segunda-feira, 30 de maio de 2011

TEMOS QUE RESGATAR A ESSÊNCIA DO SER HUMANO....

Temos que resgatar a essência do ser humano

Apesar das imensas dificuldades, me sinto motivado, mas não posso deixar de enxergar que a educação está sofrendo reflexos de uma crise mais geral que afeta parte da sociedade. Estou falando de uma grave crise de valores de boa parte da sociedade e nós, educadores, as vezes nos sentimos impotentes diante de problemas como indisciplina, banalização da violência, uma desmotivação crônica dos alunos etc. Tudo isso, acredito eu, deve estar associado a um contexto mais amplo que abrangente.


Às vezes queremos fugir de uma pratica burocrática, tentando resgatar a motivação da turma. Nesse sentido, utilizamos filmes e outras ferramentas que possam nos ajudar não apenas a fugir da rotina, mais também a tornar a aula mais atrativa. São tentativas que nem sempre funcionam.

É claro que também há uma proposta de trabalho escrito, já que, como uma “ferramenta didática”, tais recursos precisam passar por um processo avaliativo. Pelo menos para saber se é bem aceito ou não pela maioria dos alunos. Porém, há alunos que não fazem os trabalhos propostos.

Podem-se levantar diversas hipóteses para saber o porquê desse desinteresse, mas vamos nos focar nos problemas que nos levaram a tentar escrever esse pequeno artigo que é a crise social que, a meu ver, pode estar afetando a educação que também está inserida na sociedade.

Estamos passando por um momento difícil, talvez de transição, em que valores basilares para todos os seres humanos vêm sendo gradualmente esquecidos, e quem sabe até substituídos por outros “valores” ligados à sociedade de consumo, à cultura do ter. Para muita gente, as pessoas valem pelo que tem e ostentam e não mais pelos nobres sentimentos que possuem. O ter está em voga e ser está ficando cada vez mais esquecido.

Essa crise leva o ser humano a um grande “vazio existencial”, pois os bens materiais não nos darão respostas aos grandes problemas que nos afetam nos momentos mais difíceis da nossa existência. Há desanimo e desinteresse crônicos entre muitos jovens e eles levam tudo isso para a sala de aula, que passou a ser desinteressante para eles.

O professor está numa verdadeira sinuca de bico, pois tem a obrigação de ministrar os conteúdos necessários para que os jovens tenham base para prosseguir nos estudos. Ao mesmo tempo, tem que fazer uma associação desses conteúdos com a realidade desses jovens, o que nem sempre é fácil.

Tudo isso seria apenas uma tentativa, já que, em muitos casos, como já foi dito acima, mesmo com o esforço extremo do professor no sentido de dar sentido aos conteúdos, ainda assim, tem aqueles que não participam, não entendem que tudo o que o mestre pretende é uma EMPATIA, com a turma. Isto é, o professor se aproxima, tenta se colocar no lugar do aluno, mas, às vezes não há reciprocidade, pois o mestre, para muitos, é apenas um chato que está ali para enche-lo de tarefas e de conteúdos que para eles “não servirão para nada.” Por isso, em muitos casos não há aprendizado, pois tudo é feito mecanicamente e sem vontade.

O grande paradoxo disso tudo, porém é que os jovens se inspiram nos seus grandes ídolos, que aparecem na televisão ostentando tudo o que dinheiro pôde lhes proporcionar. Esses “ídolos” tem carros importados, belas mulheres, roupas de grife etc. muitos deles porem, tiveram que ralar para chegar onde chegaram e foi com muito esforço que conseguiram alcançar tais conquistas.

Os jogadores de futebol são os maiores exemplos desse tipo e representam, ao mesmo tempo, o sonho de ascensão social da maioria dos jovens que, muitas vezes, vivem privados de quase tudo. A maioria dos jogadores bem sucedidos é proveniente de comunidades e isso seria uma estimulo, uma motivação para muitos que desejam seguir-lhes os passos.

Mas o que vemos na mídia são apenas os poucos exemplos de atletas bem sucedidos que conseguiram se dar bem. Há muitos casos de atletas que chegaram ao estrelato e não suportaram o peso da fama, não tiveram disciplina suficiente para construir uma carreira vencedora. Caíram nas armadilhas a que estão sujeitas todas as pessoas famosas e com dinheiro e arruinaram a sua carreira precocemente. Por isso, é necessário que haja um consistente apoio familiar e a disciplina ingrediente para uma carreira vencedora.

Mas, a sociedade de consumo e de valores distorcidos trás também outros tipos de “celebridades” que não são exatamente bons exemplos a serem seguidos. São pessoas que não tem conteúdo mental e que usam o corpo como uma forma de se promover. Desse modo, dão o recado de que não é preciso estudar nem se esforçar para alcançar o “estrelato.” Ainda que esse aparição na mídia seja bem transitória.

Como boa parte da sociedade também quer se dar bem a qualquer custo, esquecendo os valores éticos, esses exemplos distorcidos que a mídia promove como os big brothers e outras tantas coisas, como a mulher melancia, mulher melão e mulheres frutas de todo o tipo que temos que aturar no nosso dia-a-dia, também tornam-se modelos a serem seguidos e, aparentemente, mais acessíveis pois são pessoas que fazem questão de mostrar que não estudaram, mostrando aos jovens não precisam estudar para se dar bem
Enquanto isso, nós, professores, temos que remar contra a maré, mostrar aos alunos que temos que ser críticos em relação a esse estado de coisas. A sociedade precisa resgatar os seus verdadeiros valores, pois estamos nos contaminando com todo esse lixo que nos bombardeia dia a dia.

Mas, eu sei que é uma luta desigual e só com muita perseverança, muito trabalho e muita união conseguiremos vencer tal estado de coisas.

Temos que resgatar a auto estima desses jovens para que eles possam desenvolver todo o potencial que possuem. Para isso, no entanto, temos que fazer uma sociedade melhor começando por resgatar valores tradicionais como ética, honestidade (no sentido lato) etc.

Não podemos nos deixar levar pela cultura do ter!

Precisamos resgatar o ser o humano integral que existe em nós!

Temos que voltar a cultuar os sentimentos nobres do ser humano!

Temos que voltar a valorizar o ser!!!

Francisco Lima.



domingo, 13 de fevereiro de 2011

EDUCAÇÃO E DESIGUALDADE SOCIAL...

Educação e desigualdade social.

Penso que é um grande desafio tentar recuperar a auto-estima de uma juventude que vive num mundo pleno de desenvolvimento, mas que está se tornando vazio de ideais, pois as grandes conquistas sociais já estariam consolidadas e à eles só restaria viver sem almejar mudanças significativas nesse quadro que aí está.
Entretanto, muito há ainda para se fazer se realmente queremos viver em sociedades mais justas. Sociedades onde as condições de vida não sejam tão dispares como acontece como acontece nesse mundo atual de separa claramente países globalizados de países globalizadores.
O Brasil encontra-se na categoria de país globalizado e, como tal, ostenta graves problemas sociais, sendo que um dos problemas mais graves é a concentração de renda. O Relatório da ONU (PNUD), divulgado em julho de 2009, aponta o Brasil como o terceiro pior índice de desigualdade no mundo. Quanto à distância entre pobres e ricos, nosso país empata com o Equador e só ficava atrás de Bolívia, Haiti, Madagáscar, Camarões, Tailândia e África do Sul.
Em um artigo para o jornal correio do Brasil Frei Beto aponta que:
“Mais da metade da população do Brasil detém menos de 3% das propriedades rurais. E apenas 46 mil proprietários são donos de metade das terras. Nossa estrutura fundiária é a mesma desde o Brasil império! E quem dá emprego no campo não é o latifúndio nem o agronegócio, é a agricultura familiar, que ocupa apenas 24% das terras, mas emprega 75% dos trabalhadores rurais.”
Há muitos outros índices que mostram um retrato fiel das muitas desigualdades existentes em nosso país no entanto, vamos nos deter um pouco mais apenas no que diz respeito à educação e as desigualdades nesse setor.
Há décadas que educadores de renome como Anízio Teixeira entre outros chamam a atenção dos governantes para a necessidade de universalização da educação. Aqueles educadores, porem, queriam que essa universalização trouxesse no seu bojo igualdade de oportunidade. Veremos, no entanto, que isso não aconteceu.
Apenas a partir dos anos 1990 é que começa uma expansão em larga escala das oportunidades de inserção no sistema educacional no Brasil. A LDB/96 prevê a universalização do ensino fundamental para as crianças até os 14 anos de idade. Também fala da inserção daqueles que não conseguiram terminar os estudos na idade apropriada. Assim, a EJA também é inserida na lei para atender a uma demanda cada vez maior de jovens e adultos excluídos do sistema educacional regular.
Os anos 2000 vê um aumento significativo das matrículas no ensino médio e um numero significativo de jovens tem agora condições de terminar a educação básica e, quem sabe, até pensar em cursar uma universidade publica.
O grande paradoxo encontra-se aí, pois a expansão quantitativa não foi acompanhada na qualidade e são raros aqueles jovens que terminam a educação básica nas redes publicas estaduais que tem condições de ingressar em uma instituição de ensino superior publica. É urgente ques se invista na qualidade da educação publica de base para que as oportunidades educacionais sejam mais equitativas.
Novas alternativas de inserção
O projeto autonomia, apesar dos pesares, representa uma tentativa de reinserir muitos jovens e adolescentes que, por motivo de repetência entre outros, acabaram excluídos da rede regular de ensino. O método é interessante, pois trabalha com vídeo-aulas, leitura de imagens etc. ao mesmo tempo em que se propõe a adentrar mais no “universo do aluno” através de dinâmicas de grupo e outras ferramentas que criam uma relação mais estreita alunos-alunos e alunos-professor e representa também uma tentativa de resgatar a alto estima de um aluno que, muitas vezes não se acha mais capaz de seguir estudando.
Propõe-se, com esse método, uma educação para tornar o jovem autônomo e critico. Uma maneira de emancipar o jovem para seguir adiante e terminar, pelo menos, a educação básica. Não estou falando ainda da Educação emancipadora proposta por Paulo Freire, mas quem sabe possamos chegar perto disso.
Para aquele grande mestre a Educação emancipadora não é tarefa apenas de professores. Ela se constitui em um processo coletivo que assume como norte, a reflexão acerca da necessidade e da possibilidade de a população oprimida despertar para as tarefas necessárias para a modificação da estrutura social vigente. A proposta de Educação Emancipadora, engloba alunos, professores ou quaisquer outras pessoas que optem pela transformação social, que entendam a sociedade sob a perspectiva das tensões expressas pela desigualdade social.
A proposta do autonomia incorporou essa vertente de educação coletiva proposta por Freire e eu, como participe desse processo, pois vou trabalhar em uma turma do autonomia carioca, não almejo que os alunos pretendam mudar a estrutura social vigente. No entanto, se eles conseguirem recuperar a alto-estima e mudar os rumos da própria vida, acreditando que são capazes de melhorar as suas condições sociais, tornando-se autores de suas historias eu já me darei por satisfeito.
Mais do que isso, pelas condições adversas que teremos enfrentar, é utopia.

Francisco Lima

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

OS ERROS NOS ENSINAM MUITO...

Os erros nos ensinam muito
Tenho plena certeza de que agora, mesmo com todos os afazeres, as coisas fluirão melhores e tenderão a uma razoável estabilidade, pois, em se tratando de educação, esperar que tenhamos uma estabilidade duradoura é utopia.
Sabemos que em se tratando de educação, se quisermos fazer o melhor, a mudança deve fazer parte do nosso cotidiano, mesmo que enxerguemos agora nesse momento que, que às vezes, é necessário dar um passo atrás. Isto é, volta e meia teremos que retroceder um pouco para depois avançarmos um pouco mais. É um processo natural para se corrigir rumos.
Quando tive que trabalhar com uma turma de adolescentes eu vivia um memento muito especial, mas era um momento de transição que, com tal, me levava a muitas reflexões sobre os melhores métodos ou formas de trabalhar. Eu estava então saturado dos chamados “métodos tradicionais” (quadro e giz) e queria bani-los da minha prática substituindo-os por formas ou métodos mais adequados com a realidade tecnológica do mundo digital.
Acho que demonizar os chamados “métodos tradicionais” naquele momento atrapalhou bastante a minha pratica e dar um passo atrás era necessário para depois e aos poucos ir avançando e adotando “novas técnicas”. Entre outras coisas, foi isso também que me faltou naquele momento e eu poderia ter feito um trabalho melhor se passasse por cima dessa convicção que acabou virando preconceito.
Hoje reconheço não apenas esse erro, mas também o fato de introduzir as aulas mais modernas com a utilização de filmes e outras mídias sem o devido preparo ou debate com as turmas (eu trabalho com outras turmas no período noturno) que não estavam acostumadas a um trabalho mais subjetivo nos moldes que eu estava propondo. Eu queria apenas fazer as turmas de expressarem e os temas propostos eram e tem sido sempre o mais próximo possível do cotidiano e da realidade deles, como gravidez precoce, desemprego, alcoolismo, abandono paterno entre outras coisas.
Mesmo admitindo que o começo foi meio atropelado e que os primeiros resultados não foram nada animadores eu continuei, pois achava que era uma tendência natural que as coisas melhorassem. A evolução viria com a experiência e minha proposta tendia (e tende ainda) a ser cada vez mais assimilada por eles.
Hoje posso dizer que já começo a colher bons resultados e consegui fazer alunos que tinham medo só de ouvir falar a palavra redação escrever com naturalidade e muito bem. Tudo o que fiz foi dizer para eles escreverem do modo mais natural possível sem preocupar com os erros gramaticais, tendo como foco as ideias. Eu disse também que todos eram capazes de fazer isso, bastando um pouquinho de vontade para levar tal tarefa a cabo.
Houve evolução, mas ainda muito que melhorar, pois sinto que ainda existem muitos alunos com sérias dificuldades e para que eles consigam acompanhar é necessário um trabalho mais voltado para eles. Muitos avançaram de série em série sem ter um domínio completo da leitura e da escrita e isso tem dificultado um pouco esse trabalho de tentar fazê-los se expressar por escrito.
O trabalho em grupo, com vem sendo feito, é bom para que eles se integrem e aprendam algumas vezes com os supostamente “mais preparados”. O que tem acontecido, porém, é que na maioria das vezes a situação fica meio mascarada, pois muitos deles não participam efetivamente do grupo figurando apenas na lista de nomes. E nós, como professores, obviamente, observamos tal discrepância. Pelo menos eu consigo vê-la com clareza.
Todas essas coisas tem me levado a constantes reflexões e esses “erros” têm sido fundamentais para que possamos buscar a melhor maneira de trabalhar. Devemos evitar estereótipos e preconceitos, pois isso atrapalha bastante a nossa caminhada e hoje sabemos que para acertar temos que “errar muitas vezes”, pois só assim vamos avançando e evoluindo.
É preciso levar em conta finalmente que só erra quem tenta e quem tenta está imbuído da vontade de acertar. Espero ter vontade para tentar sempre, errar muito e acertar algumas vezes até que os acertos comecem a ser mais constantes que os supostos erros. Mas os erros vão sempre nos acompanhar para nos ensinar, pois, afinal, somos humanos e, como tais, passiveis de errar.

Francisco Lima

FOTOS...





















sábado, 25 de dezembro de 2010

O VERDADEIRO ESPÍRITO DE NATAL....

O VERDADEIRO ESPÍRITO DE NATAL

Que este ano traga, no mínimo, para todos nós uma reflexão sobre o verdadeiro significado do NATAL.
Que a solidariedade, a fraternidade, enfim o amor em seu sentido Latu sensu possam unir verdadeiramente as pessoas nesta data tão especial chamada NATAL.
Sabemos que para seguir o exemplo do mestre maior, entretanto, temos que fazer 365 natais por ano, isto é, o nosso amor aos nossos semelhantes deve estar VIVO O ANO TODO, sem que tiremos apenas um dia para dedicar esse amor.
Comecemos aos poucos adotando um comportamento diferente do habitual em que apenas uma letra poderá significar mudança de atitudes. Basta que conjuguemos mais o verbo SER e menos o TER. Se, vez por outra, acrescermos a aquela outras conjugações como DOAR e DAR, por exemplo, em vez de apenas COMPRAR e CONSUMIR, estaremos nos aproximando a passos largos do “VERDADEIRO ESPÍRITO DE NATAL.”
Em suma que o mestre dos mestres possa sempre ser lembrado em sua plenitude e isso significa AMOR AO PRÓXIMO acima de qualquer outra coisa.
Sejamos solidários e com certeza estaremos comemorando adequadamente o “ANIVERSÁRIO DO MESTRE JESUS.”

Francisco LimaQue este ano traga, no mínimo, para todos nós uma reflexão sobre o verdadeiro significado do NATAL.
Que a solidariedade, a fraternidade, enfim o amor em seu sentido Latu sensu possam unir verdadeiramente as pessoas nesta data tão especial chamada NATAL.
Sabemos que para seguir o exemplo do mestre maior, entretanto, temos que fazer 365 natais por ano, isto é, o nosso amor aos nossos semelhantes deve estar VIVO O ANO TODO, sem que tiremos apenas um dia para dedicar esse amor.
Comecemos aos poucos adotando um comportamento diferente do habitual em que apenas uma letra poderá significar mudança de atitudes. Basta que conjuguemos mais o verbo SER e menos o TER. Se, vez por outra, acrescermos a aquela outras conjugações como DOAR e DAR, por exemplo, em vez de apenas COMPRAR e CONSUMIR, estaremos nos aproximando a passos largos do “VERDADEIRO ESPÍRITO DE NATAL.”
Em suma que o mestre dos mestres possa sempre ser lembrado em sua plenitude e isso significa AMOR AO PRÓXIMO acima de qualquer outra coisa.
Sejamos solidários e com certeza estaremos comemorando adequadamente o “ANIVERSÁRIO DO MESTRE JESUS.”

Francisco Lima

terça-feira, 2 de novembro de 2010

OS GRANDES ÍDOLOS SÃO ATEMPORAIS...

Os grandes ídolos são atemporais

Vendo vídeos de uma seleção aleatória de monstros da musica fiquei a pensar nos muitos dramas e sofrimentos que carregam esses ídolos que tanto marcaram o nosso passado e continuam vivíssimos no presente, pois substituí-los é quase impossível.
Os que partiram foram seres que, tal como nós, tinham as suas fragilidades que eram bastante potencializadas pelo peso da fama. Não deve ser fácil suportar tanta pressão e até entendo quando alguns decidem isolar-se só para ter um pouco de privacidade, coisa que eles começaram a perder pouco a pouco desde que se tornaram famosos.
Muitos desses “ídolos” não escondem o que se passa no seu interior nem quando estão no palco e as vezes podemos ver e tentar deduzir o quanto estão sofrendo. É difícil não se emocionar ao ver Elis Regina naquela interpretação antológica de atrás da porta em que chora tanto que a sua privilegiada voz fica embargada por um bom tempo. Ela, porém não para de cantar e o resultado é uma rara interpretação que só os grandes ídolos são capazes de nos proporcionar.
Emociono-me muito também quando vejo no vídeo o The Carpenters cantando uma musica como Rainy Days And Mondays, por exemplo, e fico pensando como essas divas da musica deixaram fãs mundo afora e deixaram também um vazio muito dificil de ser preenchido, pois eram unicas naquilo que faziam. Elas não apenas cantavam muito e facil, mas interpretavam com maestria e emocionavam a todos que tivessem o privilegio de assistí-las.
A nossa saudosa Elis foi ainda melhor que karen carpenters, já que fazia questão de se entregar quando estava no palco. Apenas ficamos tristes quando nos damos conta de que muitas vezes essas sumidades no palco morrem precocemente e em circunstancias trágicas que envolvem em alguns casos o uso de drogas, remedios, tranqulizantes entre outras coisas. A morte de karen carpenters foi de anorexia nervosa aos 32 anos de idade, isto é, ainda na flor da idade quando ainda poderia nos presentear com muitas cançoes interpretadas pela sua belissima voz. Uma obsseção doentia pela magreza acabou destruindo uma carreira das mais promissoras na área musical.
Elis Regina, simplesmente consideradada a melhor cantora brasileira de todos os tempos, foi encontrada morta, aos 36 anos de idade. Ela estava trancada em seu quarto e o laudo apontou uma possivel combinação de alcool e cocaina. Até hoje não surgiu ninguém que possa ser comparado(a) a essa divina cantora. Esperamos que ela continue cantanto e encantando onde quer que esteja!
Outra diva da nossa musica a inesquicivel Clara Nunes Morreu em 02 de Abril 1983, depois de 28 dias de agonia, hospitalizada após um choque anafilático ocorrido durante uma cirurgia de varizes. Ela estava prestes a completar 40 anos, isto é, morreu muito jovem também.
Outros grandes ídolos seguiram no mesmo caminho como Elvis Presley que morreu de overdose de remédios e muitos outros como Janis Joplin e Jimi Hendrix que acabaram sucumbindo pelo uso excessivo de drogas. Esse círculo vicioso parece uma sina que persegue muitos daqueles que são alçados à condição de ídolos pelo seu indiscutível talento.
Mas a habilidade e a maestria naquilo que fazem não lhes garante o equilíbrio emocional necessário para se livrarem das armadilhas das drogas, do alcoolismo, dos comprimidos e muitas outras substâncias que podem levá-los a encerrar uma carreira brilhante de forma precoce ou até a mesmo levá-los a morte como já aconteceu em muitos casos e o mais triste é que isto acontece com cantores (as) atrizes, atores, jogadores de futebol, enfim, com todos aqueles que foram alçados à condição de ídolos e tornaram-se famosos, algumas de forma repentina.
Muitos desses artistas de indiscutível talento ainda estão brilhando, mas percebemos que suas carreiras podem estar definhando pelo mesmo motivo que vitimaram os seus ídolos do passado. Um grande exemplo disso é o da cantora Whitney Houston que, na minha opinião é um dos maiores talentos dos últimos vinte anos e que volta e meia aparece na mídia devido ao excessivo uso de drogas. Esperamos que ela dê a volta por cima e continue por muito tempo nos brindar com seu talento.
Para nós, os simples mortais, restam as recordações de como brilharam esses ídolos do passado nos melhores momentos das suas, não poucas vezes, curtas carreiras. Na maior parte das vezes esse curto tempo não os impediu de deixar um grande legado para a posteridade.
Esperamos que os jovens de hoje, com o acesso fácil uma grande quantidade de mídias, conheçam bem o talento desses ídolos do passado. Eu sei que muitos já os cultivam mesmo sem tê-los conhecido.
Entretanto, como não somos ingênuos, sabemos que essa recorrência no uso de drogas, comum em muitos dos grandes ídolos do passado e do presente acabam influenciando muitos desses jovens que cada vez mais cedo entram nessa viagem sem volta que é o mundo das drogas.
Francisco Lima