quarta-feira, 26 de maio de 2010

PROFESSORES x EDUCADORES...

Professores X educadores

Ando pensando muito sobre a situação caótica a que chegou a educação pública (e, em muitos casos, a privada também) em nosso país e me pergunto onde estariam as belas teorias de celebres educadores como Paulo Freire. Lembro-me também, imediatamente, de uma frase de Rubem Alves que é um
psicanalista, educador, teólogo e escritor brasileiro. Ele faz uma pergunta em tom de brincadeira, mas que traz no seu bojo uma reflexão muito séria que é, a meu ver, uma das chaves para explicar a crise pela qual passa a educação nesse momento: educadores, onde estarão? Ele ainda arremata com com outra frase cortante : em que covas se terão escondido?
Para o autor citado acima, professores há aos milhares, mas de acordo com ele professor é profissão, não é algo que se define por dentro, por amor. Educador, ainda segundo Rubem Alves, é vocação, não é profissão.
O mesmo autor segue na sua indagação sobre as profissões que desaparecerem por obsolescencia e e faz uma analise interessante sobre a profissão docente:
“E o educador? Que terá acontecido com ele? Existirá ainda o nicho ecológico que torna possível a sua existência? Resta-lhe algum espaço? Será que alguém lhe concede a palavra ou lhe dá ouvidos? Merecerá sobreviver? Tem alguma função social ou econômica a desempenhar?”
Alves acredita que no mundo moderno, racionalizado e capitalista pode ser que educadores sejam confundidos com professores, da mesma forma como se pode dizer: jequitibá e eucalipto, não é tudo árvore, madeira? No final, não dá tudo no mesmo?
E conclui o seu raciocínio arrematando:

“Não, não dá tudo no mesmo, porque cada árvore é a revelação de um habitat, cada uma delas tem cidadania num mundo específico. A primeira, no mundo do mistério, a segunda, no mundo da organização, das instituições, das finanças. Há árvores que têm uma personalidade, e os antigos acreditavam mesmo que possuíam uma alma. É
aquela árvore, diferente de todas, que sentiu coisas que
ninguém mais sentiu. Há outras que são absolutamente idênticas umas às outras, que podem ser substituídas com rapidez e sem problemas.”

Para o autor:
“Os educadores são como as velhas árvores. Possuem uma fase, um nome, uma “estória” a ser contada. Habitam um mundo em que o que vale é a relação que os liga aos alunos, sendo que cada aluno é uma “entidade”suigeneris, portador de um nome, também de uma “estória”, sofrendo tristezas e alimentando esperanças. E a educação é algo pra acontecer neste espaço invisível e denso, que se estabelece a dois. Espaço artesanal.”

Por outro lado:

“Professores são habitantes de um mundo diferente, onde o educador” pouco importa, pois o que interessa é um crédito” cultural que o aluno adquire numa disciplina identificada por uma sigla, sendo que, para fins institucionais, nenhuma diferença faz aquele que a ministra. Por isto mesmo professores são entidades “descartáveis”, da mesma forma como há canetas descartáveis, coadores de café descartáveis, copinhos plásticos de café descartáveis. De educadores para professores realizamos o salto de pessoa para funções.”

Pelo que se viu acima, a visão do educador Rubem Alves já era bastante progressista e pode ser comparada em diversos aspectos com a de Paulo Freire, um contemporâneo de Rubem. Este ultimo, aliás, é referencia até hoje mundo afora e teria feito uma grande revolução na educação brasileira se não tivesse as suas ideias tidas como subversivas e sido perseguido pelos militares após o golpe de 1 de abril de 1964.
É muito triste vermos que as brilhantes ideias de Freire, Alves, Moacir Gadotti entre outros não sejam levadas a serio em muitas instituições educacionais. Muitos professores ( que relutam em ser educadores) consideram que esses caras são verdadeiros visionários que desconhecem a situação real das nossas escolas.
Lamento que tenhamos chegado a um ponto tão critico, mas, eu acredito que uma das razões para a tão grave crise educacional que vivemos é justamente por não termos considerado a ajuda tão valiosa desses autores.
Outros problemas há que influenciaram negativamente e de forma decisiva o nosso sistema educacional. A herança tecnicista da ditadura levou a esse modelo de avaliação que, em muitos casos, ainda prevalece que é o de perguntas e respostas fechadas, sem que o aluno tenha direito de se expressar.
Paulo Freire pregava um modelo educacional dialógico, que considera que o estudante também possui muito saber e este pode e deve ser expresso. Para Freire até os trabalhadores analfabetos possuem muita sabedoria devido a sua rica historia de vida.
Na sua visão de grande educador, Freire considerava que todos eram estudantes, ou seja, aquele que busca conhecimentos. Na verdade, os trabalhadores buscavam os conhecimentos sistematizados para agregar mais ao que já possuíam de leitura do mundo.
Ninguém, nesse sentido, poderia ser considerado aluno, que quer dizer ser sem luz. Essa palavra soa obsoleta na teoria educacional freiriana que sempre pregou que o conhecimento se produz de uma forma dialética, isto é, há uma mão dupla em que o professor não só ensina, mas também aprende muito com os estudantes.
Infelizmente, hoje ainda vemos muitos professores que se acham donos exclusivos do saber. Lecionam determinada disciplina e acham que os alunos (não estudantes nesse caso) são seres ignorantes que devem agradecê-los por estar “depositando um pouco do que sabem em suas cabeças vazias.” É o que Paulo Freire denominou de “educação bancaria.”
É verdade que o grau de desmotivação dos estudantes nunca foi tão grande. Poucos se interessam pelas aulas que são dadas no modelo tradicional. Os conhecimentos transmitidos não fazem sentido para eles e é difícil prender-lhes a atenção.
No entanto, quando o professor se propõe a ser mais flexível e começa a mudar de estratégias. Quando ele começa a utilizar outras ferramentas como filmes e começa a ouvir a opinião dos estudantes sobre como utilizar novos métodos para tornar as aulas mais agradáveis, o interesse pode aumentar substancialmente.
Eu sei é que tá complicada a situação. A desvalorização do magistério leva a desmotivação dos mestres que tem que trabalhar em varias frentes para conseguir pagar as suas contas no final dom mês. É imprescindível que essa situação se reverta o mais rápido possível, mas isso não pode ser motivo para que percamos os nossos ideias.
Precisamos urgente fazer essa metamorfose que transformará professores em educadores e alunos em estudantes. Não é apenas uma questão de designação ou de nome. Trata-se de uma mudança que não pode mais esperar.
Para que isso aconteça, no entanto, muitos de nós, professores, teremos que descer do pedestal em que nos encontramos agora até nível dos alunos, já que, erroneamente, nos achamos superiores. Enquanto nos mantivermos nessa “cômoda situação” de falsa superioridade, não nos transformaremos em verdadeiros educadores.
Eu sei que é difícil equacionar essa situação nesse momento em que a indisciplina grassa nos ambientes educacionais. Mas, as mudanças podem acontecer com respeito mutuo, sem confundir disciplina com autoritarismo, um dos grandes motivos de atraso em nosso sistema educacional.

Francisco Lima

segunda-feira, 3 de maio de 2010

SOCIEDADE PÓS-MODERNA

Sociedade pós- moderna”
O desenvolvimento tecnológico, principalmente a partir do século XIX, foi uma meta perseguida pela ciência, como o meio mais rápido e eficaz para o homem encontrar a tão almejada felicidade. Que maravilha seria se essas previsões se concretizassem! Queríamos poder acreditar que todo esse “progresso” trouxe bem estar a toda humanidade ou, pelo menos, à maior parte dela. Mas, está acontecendo um paradoxo que ao mesmo tempo em que leva a possibilidades nunca antes vistas na aquisição de bens e serviços em geral, traz uma insatisfação que afeta a todos, sem distinção. Ou seja, ao contrário do que imaginavam os pensadores do século XIX, vê-se um avanço generalizado da ciência, mas, concomitantemente, nunca se viu tanta disparidade de estilos de vida, tanta insatisfação e, sobretudo, tanta perplexidade diante do futuro do homem.
É verdade que muitos dos paradigmas vigentes no século XIX e que sobreviveram até bem recentemente estão sendo quebrados e isso pode estar levando muita gente a não achar novas referências para substituí-los. Alguns estudiosos como Mônica Rangel da UFF afirmam que:
“As descobertas dos cientistas na área das ciências naturais e os estudos na área das ciências sociais, contribuíram para a descrença e o descrédito de antigos mitos e dogmas que, durante muitos séculos, fundamentaram a conduta e a organização da sociedade.”
É bem verdade que a autora do artigo citado faz uma discussão sobre os pressupostos que norteiam a ciência, mas, eu acredito, pelo menos em parte, que ele possa ser aplicável também à sociedade e os problemas que ela enfrenta no momento atual, pois muitos dos dilemas enfrentados pela ciência se estendem à sociedade como um todo.
Esse descrédito e a descrença quase que generalizada dentro da sociedade está levando a um pessimismo sem precedentes que contamina muita gente. Não existe mais o sonho de se lutar por uma sociedade melhor e o individualismo está se alastrando como uma epidemia em nossas sociedades. E essa onda de pessimismo é um fenômeno democrático que atinge a todas as classes, pois contaminou até o historiador norte-americano Francis Fukuyama que, em 1989, declarou o fim da História. Para ele, a História havia chegado ao seu final e todos os países do mundo se juntariam ao redor de um sistema político e econômico, chamado de democrático, o qual muitos chamam de neoliberal. O futuro da humanidade teria apenas um caminho, o pensamento único e, nesse sentido, a História teria acabado.
É claro que posteriormente, após algumas crises econômicas, o mesmo Fukuiama reviu ou, pelo menos, reavaliou em parte a sua posição.
O fato é que muitos jovens vivem sem expectativa e sem perspectivas de futuro. Não têm vontade de estudar e é muito difícil convencê-los dessa necessidade. Em muitos casos, as relações humanas estão sendo substituídas pelas relações virtuais devido a uma serie de fatores, entre eles, a violência que está se banalizando e atinge até as escolas, coisa inimaginável até algum tempo atrás. As chamadas doenças psicossomáticas que são manifestações orgânicas provocadas por problemas emocionais e causam depressões, tensões nervosas entre outras coisas são a uma constante em nossas sociedades. De acordo com o psiquiatra Augusto Cury, o normal nas sociedades modernas é ser neurótico, isto é, apresentar algum dos vários sintomas que caracterizam as doenças psicossomáticas, ou seja, quase não existe quem consiga sair imune dessa onda avassaladora de estresse que nos circunda.
Mas, o que fazer então, devemos considerar que não há mais saída? Será que não há solução?
Temos que acreditar que sim e o mesmo Augusto Cury, citado acima nos dá algumas saídas para que possamos ser vencedores nessa difícil batalha. Esse autor em seu livro pais brilhantes, professores fascinantes constata que os jovens não são preparados para lidar com as decepções. Eles são treinados apenas para o sucesso e viver sem problemas é impossível. O sofrimento, de acordo com o autor, nos constrói ou nos destrói. Devemos usar o sofrimento para construir a sabedoria. Partindo dessa premissa, podemos deduzir facilmente que todo o sistema social estaria no caminho errado, isto é, na contramão dessa teoria, pois condena os erros e, muitas das vezes, obstrui a capacidade das pessoas que ficariam com receio de se expressar com medo de errar novamente.
Para Augusto Cury as escolas cometem um grande equivoco ao não valorizar a criatividade dos alunos, focando em supostos erros e acertos. Segundo ele: “As provas escolares que estimulam os alunos a repetir informações, além de pouco úteis, são frequentemente prejudiciais, pois engessam a inteligência. As provas deveriam ser abertas, promover a criatividade, estimular o desenvolvimento do livre pensamento, cultivar o raciocínio esquemático, expandir a capacidade de argumentação dos alunos. Os testes e as perguntas fechadas deveriam ser evitados ou pouco usados como provas escolares. Nas provas deveria ser valorizado qualquer raciocínio esquemático, qualquer ideia organizada, mesmo que estivessem completamente errados em relação à matéria dada. É possível dar nota máxima para um raciocínio brilhante baseado em dados errados. Isso valoriza pensadores. A exigência de detalhes só deveria ser solicitada aos especialistas na universidade e não no ensino fundamental e médio.”

Para Augusto Cury, a grande crise pela qual estamos passando tem muito das suas raízes na escola que tem que mudar urgentemente. Segundo ele, “A escola não esta educando a emoção nem estimulando o desenvolvimento das funções mais importantes da inteligência, tais como contemplar o belo, pensar antes de reagir, expor e não impor as ideias, gerenciar os pensamentos, ter espírito empreendedor. Estão informando os jovens, e não formando sua personalidade. Os jovens conhecem cada vez mais o mundo em que estão, mas quase nada sobre o mundo que são. No máximo conhecem a sala de visitas da sua própria personalidade. Quer pior solidão do que esta? O ser humano é um estranho para si mesmo! A educação tornou-se seca, fria e sem tempero emocional. Os jovens raramente sabem pedir perdão, reconhecer seus limites, se colocar no lugar dos outros
O autor afirma ser essa uma das principais razões para a grave crise social que estamos passando, pois nunca as pessoas tiveram tantos transtornos emocionais e tantas doenças psicossomáticas e o que raramente atingia as crianças, hoje não as poupa já há muitas crianças deprimidas e sem encanto pela vida. Pré-adolescentes e adolescentes estão desenvolvendo obsessão, síndrome do pânico, fobias, timidez, agressividade e outros transtornos ansiosos. Milhões de jovens estão se drogando. A solução desses problemas, segundo o mesmo autor, passa pelos pais e pelos professores, ou seja, a educação de casa deve ser complementada por uma boa (ou melhor ótima) educação escolar.
Segundo Cury, Precisamos ser educadores muito acima da média se quisermos formar seres humanos inteligentes e felizes, capazes de sobreviver nessa sociedade estressante
e que pais ricos ou pobres, professores de escolas ricas ou carentes podem igualmente praticar esses hábitos. Um excelente educador não é um ser humano perfeito, mas alguém que tem serenidade para se esvaziar e sensibilidade para aprender.
Parece simples a receita não é? Mas eu acredito que só com muita luta e vontade poderemos mudar esse panorama. Ao contrario de muita gente, eu creio que a maior revolução é essa que ainda está por ser feita. A mudança de rumos de nossa sociedade seria a maior de todas as revoluções. Mas, a batalha é hercúlea. Não precisamos, porém de armas para levar a efeito essa “verdadeira guerra.”
O começo de tudo isso pode se dar pela inversão dessa lógica que valoriza o ter em detrimento do ser. Os pais que não ensinam seus filhos a ter uma visão crítica dos comerciais, dos programas de TV, da discriminação social os tornam presas fáceis de um sistema predatório. Para este sistema seu filho é apenas um consumidor em potencial e não um ser humano. Prepare seu filho para "ser", pois o mundo o preparará para "ter". Esse caminho já seria um bom começo para empreendermos essa grande revolução. O ser humano necessita dessa mudança para evitar uma catástrofe ainda maior que poria em risco toda a nossa espécie. Precisamos pensar em um futuro melhor para os nossos filhos.
Façamos um grande esforço e resgatemos o nosso ser e lutemos contra esse monstro de sistema que nos transforma em meras maquinas de consumir.
Não se trata lutar pelo fim do sistema capitalista, mas de trabalhar por uma sociedade mais consciente, justa e solidaria. Trata-se do resgate na nossa condição humana que, a meu ver, está se perdendo.

Francisco Lima

quinta-feira, 1 de abril de 2010

GLOBALIZAÇÃO ou DITADURA DO CAPITALISMO SELVAGEM...

Globalização ou ditadura do capitalismo selvagem

De que adianta termos tudo se não temos satisfação, o que valem os bens materiais adquiridos, a sanha louca de querer comprar se estamos esquecendo nossa essência, nossa capacidade de amar.
“Se queremos ostentar,” lançamos mão do nosso poderio econômico, mas, para que servem os carros importados, as joias caras e muitas coisas que o dinheiro pode nos proporcionar, se por dentro, muitas vezes somos extremamente frágeis e o afeto e compreensão verdadeiros nosso dinheiro não pode comprar.
O simples ato de comprar não nos trás satisfação, pois somos atraídos pelo desejo, pela sedução do ter e nos esquecemos do que é muito mais relevante, muito mais importante se almejamos uma felicidade mais duradoura, pois devemos investir em nosso ser.
Se não fizermos uma reflexão e buscarmos para a nossa vida novos sentidos, nos sentiremos engolidos por esse turbilhão a que muitos denominam globalização.
É a supremacia do dinheiro e a ditadura do mercado andando lado a lado com a neurose coletiva do consumo desenfreado desse mundo supostamente globalizado.
Falo em suposição quando me refiro à globalização pois enquanto na maior parte globo efetivamente se consome na África e em grandes partes do mundo ainda se morre de fome.
Vamos parar com a hipocrisia de coadunar com o discurso da burguesia que alega que com globalização quase todo o planeta está sendo contaminado pela democracia.
Enquanto houver milhões de crianças de fome perdendo suas vidas e a AIDS for essa epidemia abrindo muitas feridas, não poderemos falar em igualdade, uma das bases da cidadania e da tão propalada democracia.

Francisco Lima

domingo, 21 de março de 2010

OS CASOS DE PEDOFILIA ENVOLVENDO PADRES EM ALAGOAS...

Os Casos de pedofilia envolvendo padres em Alagoas
A edição de 11/03/2010 do conexão repórter apresentado pelo jornalista Roberto Cabrini, agora no SBT, mostra um vídeo de um padre de Arapiraca, interior de Alagoas, fazendo sexo com um rapaz que fora seu coroinha. As evidencias são muitas e não há como negar a veracidade dos fatos mostrados. A meu ver a situação é agravada ainda mais pelas ameaças feitas por um advogado identificado como Daniel Fernandes que aparece na reportagem intimidando e até ameaçando os jovens responsáveis pela gravação, identificados como Flávio e Fabiano.
Os garotos ainda confirmaram que receberam R$ 30 mil reais do advogado em uma negociação intermediada por Monsenhor Raimundo, um dos acusados, para que não divulgassem os vídeos. Durante a apuração, outros jovens foram localizados dizendo que passaram pelo mesmo assédio, chegando à prática do sexo com os padres. Entre eles está um menino, de 11 anos. Ele afirmou que foi assediado por um outro padre da região. Há grandes evidências da culpabilidade dos envolvidos, mas, o histórico de punições a semelhantes casos mostra que, quase sempre, prevalece a impunidade ou, quando muito, são aplicadas penas brandas até que tudo caia no esquecimento e, nesse caso, uma transferência dos acusados resolveria o problema.
No entanto, há informações de que um dos padres já foi afastado da paróquia e será julgado pela justiça civil. E outros dois foram suspensos de suas tarefas eclesiásticas e estão sendo submetidos a um processo canônico por suspeita de pedofilia, ou seja, pelo menos por enquanto, parece que há a intenção séria na apuração desses casos de pedofilia, contrariando ao que acontece na maioria das vezes, mas, é preciso saber o que realmente vai acontecer, pois a imprensa ainda está em cima e não seria bom que a igreja não tomasse nenhuma atitude nesse momento. Esperemos a poeira baixar e vejamos no que vai dar!!
Em muitos casos desse tipo acontece o inverso, pois não são muitos os abusados que tomam o cuidado de se munirem de provas, como no caso de Arapiraca. Muitas dessas vitimas são ainda crianças e demoram a entender o que realmente está acontecendo ou se negam a acreditar que uma pessoa tão venerada por quase toda a comunidade possa cometer semelhantes atos. O que pode ocorrer em muitos casos é que os denunciantes de vitimas, paradoxalmente, passem ser vistos como “culpados” por uma denúncia supostamente vazia. Os acusados são absolvidos por falta de provas materiais e os jovens que se expuseram fazendo a denuncia correm o risco de serem apontados por muitos como responsáveis pela divulgação de “fatos inverídicos.”
O fato é que, por questões práticas (em muitos casos há grandes dificuldades para encontrar um pároco substituto), a igreja quase sempre minimiza tais denuncias. Se necessário for, mobiliza um grande aparato jurídico na defesa dos seus membros mundo afora. Os traumas e problemas das vitimas dos abusos sexuais, para a igreja, muitas vezes, não têm a menor importância. As famílias é que tem de arcar com um ônus muitas vezes pesadíssimo. Essas mesmas famílias ainda podem ser discriminadas pela comunidade religiosa onde se deu o fato, o que muito lamentável.
Como ser humano compreendo que os padres, que são igualmente humanos, estão sujeitos a todas as vicissitudes pelas quais todos nós passamos. Eles não são diferentes e, por isso mesmo, podem cometer erros e ter as fraquezas que todos os simples mortais possuem. A fraqueza é parte da essência humana e não podemos cometer o erro de enquadrar os lideres religiosos, entre eles os padres, em uma categoria especial ou superior aos demais seres da mesma espécie humanoide. Nesse sentido, é uma lástima violentar ou contrariar a natureza humana com regras e imposições arcaicas, elevadas à categoria de dogmas, criadas em tempos remotos motivadas quase que exclusivamente em interesses que visavam a manutenção do poderio da igreja romana, que não poderia perder terras, sinônimo de poder durante a idade media.
Estou me referindo ao celibato clerical que é, nos dias atuais, um contrassenso que só pode ser mantido como imposição de uma instituição que muitas vezes desconhece o sentido da palavra mudança. À parte os casos de homossexualismo, que são muitos na igreja, há outros de clérigos que se envolvem com mulheres, muitas vezes casadas. Os padres têm que ocultar essas relações por estarem cometendo o pecado nefando de agirem como seres humanos. Muitos até se sentem culpados e se autopenitenciam não tanto por estarem levando muitas mães de família ao adultério, mas pelo pecado maior, que seria o ato sexual em si, o prazer sexual, supostamente um grande pecado, já que os votos equivaleriam à pena da eterna castidade.
O fato de muitos casos de pedofilia e supostos desvios sexuais cometidos por padres serem minimizados ou até mesmo ignorados pela igreja tem tudo a ver com essa imposição. Cada vez menos padres se formam, pois não são muitos os seres humanos que querem fazer promessas e votos que irão de encontro à sua natureza humana. É muito difícil a vida de um clérigo que deseja seguir à risca as imposições do celibato. Acredito que seja impossível mesmo viver indiferente ao desejo sexual, ainda que o ato não se consume, dos pensamentos e sonhos, que nem sempre se pode controlar, ninguém estará livre, por mais que se tente fugir. E haja penitencia!!
Eis a minha opinião sincera de pecador convicto, mas que não se furta de observar e pensar sempre num jeito de melhor vivermos como seres humanos. Que me perdoem os católicos ortodoxos, mas esse é meu o jeito de ver esse assunto e acredito que a igreja teria muito a ganhar se parasse para pensar nessa questão. Soluções paliativas servirão apenas para adiar o que pode tornar-se inevitável.
Palavras de um pecador sincero.

Francisco Lima

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

SEGURANÇA x SATISFAÇÃO...

Segurança versus satisfação

Às vezes nos acomodamos a determinadas situações em que, mesmo sabendo que podemos mais, nos prendemos devido a uma ou outra circunstância. A segurança que às vezes sentimos pode nos levar a aceitar anos de insatisfação por causa da incerteza e, muitas vezes, do medo de arriscar. Tornamos-nos, assim, escravos de uma situação que pode nos deixar oprimidos e insatisfeitos e isso, além de frear nossos desejos de alçar voos mais altos, pode chegar ao ponto de nos deixar extremamente frustrados por aquilo que devíamos e poderíamos ter feito e não fizemos.
Não há nada mais frustrante que vermos o tempo passar e atestarmos que , apesar de alguma conquista material, não nos abrimos para a mais importe das conquistas que é a satisfação de poder fazer algo que nos traga algum prazer. Isso dependeria, na maioria das vezes, apenas da nossa vontade de buscar o que julgamos melhor para nós. A segurança trazida por uma situação relativamente estável nos deixa como que engessados e, às vezes, não nos julgamos capazes de abrir mão dessa suposta segurança. Algumas vezes é preciso ousar e acreditar no nosso potencial e para isso é preciso arriscar. Se não arriscarmos, nunca saberemos o que poderia ter sido e continuaremos na mesmice.
Quando no, entanto, a oportunidade aparece, mesmo que a opção pela mudança traga alguma desvantagem material, não podemos perder o ensejo de começar a fazer tudo diferente. Traçar um caminho próprio, que nos leve a buscar uma trajetória que nos seja mais satisfatória e nos abra mais horizontes é salutar. Mesmo por que se as oportunidades surgiram foi devido a nossa busca por algo novo. A insatisfação nos levou a essa busca e não podemos desperdiçar esse momento. É agora ou talvez nunca!!
Por isso, é necessário que tenhamos fé e acreditemos no nosso poder realização. Com vontade poderemos alcançar muito mais do que temos conseguido. Então, bola pra frente e tenhamos sucesso nessa nova empreitada.

Francisco Lima

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A SOLIDARIEDADE VENCEU O PRECONCEITO....

A solidariedade venceu o preconceito.

Não gosto muito dessas celebridades instantâneas que surgem quase todos os dias na mídia. As futilidades ganharam um espaço muito maior do que deveriam na televisão e nos jornais e muita gente faz qualquer loucura para ter a sua imagem divulgada pelos quatro cantos do país.
Não há limite para isso e em programas de reality shows como big brother não há outra intenção que não seja a de mostrar a intriga na relação entre os seres humanos que estão passando pelo teste de convivência juntos fechados em uma casa. Mas a necessidade de ibope pede outras atrações e a baixaria chega a seu ápice quando são incentivadas as relações amorosas entre os participantes. A TV mostra de forma velada as supostas relações sexuais que rola entre esses casais formados exclusivamente para aumentar a audiência do programa, quando essa está em declínio.
Eu não seria contrario a esse tipo de programação se ele acrescentasse alguma coisa em termos culturais, com atrações mais criativas que fizessem os participantes raciocinar. A dificuldade está exatamente ai, pois a maioria desses participantes tem ojeriza a raciocínios mais elaborados e, nesse sentido, o programa vai na contramão disso, chegando ao ponto de valorizar, de dar mais notoriedade, justamente aqueles que se mostram mais avessos à cultura. O tal do Cleber Ban Ban é apenas um exemplo disso.
Mas, talvez a globo saiba direitinho que está fazendo, pois enquanto mantiver o povo na ignorância, poderá sempre utiliza-lo como massa de manobra. Pelo menos é o que ela pensa!
O fato de citar o big brother foi apenas uma divagação da minha parte para ilustrar a grande cultura das novas celebridades brasileiras. Mas, existem casos em que a aparição na TV não foi algo planejado e ainda assim cria-se mais um mito que ao ser visto na rua é alvo de todas as atenções, tendo que dar autógrafos a todos que o cercam. Tal foi o caso da estudante Geysy Arruda que sofreu com muitas ofensas dos “colegas da universidade UNIBAN” só por que utilizava uma saia supostamente curta. Por pouco ela não foi agredida e a universidade ainda estava apoiando a atitude hostil dos vândalos travestidos de estudantes. Só voltou atrás quando foi obrigada e, por isso, já foi taxada com razão por muitas pessoas de UNITALEBAN em referência ao grupo terrorista radicado no Afeganistão.
O fato foi exaustivamente mostrado na televisão e, por causa disso, a moça (Geysy Arruda) ficou nacionalmente conhecida. Em solidariedade a ela, a grande maioria da população e da imprensa prestou seu apoio. O fato acabou sendo extremante positivo para a moça e ela fez varias cirurgias plásticas estéticas e sem nenhum custo, se preparando assim para ser devidamente aceita no mundo das celebridades. No carnaval de 2010, saiu como destaque escola de samba porto da pedra no desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro.
Ela está vivendo um conto de fadas, graças aos vândalos que tentaram agredi-la. Eles estão se mordendo de raiva, pois não esperavam que fossem promovê-la dando-lhe tanta notoriedade. Tinham em mente exatamente o contrario, pois a intenção talvez fosse bani-la para sempre, mas o tiro saiu literamente pela culatra. E agora são obrigados a engoli-la na mídia quase todos os dias. Como devem estar sofrendo!!

Por tudo isso, eu torço para que essa moça se forme e tenha sucesso na carreira profissional que escolher e se puder aparecer de vez em quando para atestar o quanto está bem sucedida será ainda melhor para mostrar aos preconceituosos o quanto eles estiveram errados quando escolheram esse caminho. Isso servira também para causar-lhes um pouco inveja, o que será ainda melhor.

Francisco Lima

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

TRAJETÓRIA DE UM VENCEDOR...

Trajetória de um vencedor.

Ele é um personagem controverso, querido por muitos odiado por alguns, mas que tem alguns atributos que mesmo aqueles que dizem não admira-lo têm que admitir essas qualidades: É uma figura carismática e possui uma liderança que até os seus supostos inimigos hoje admitem.
Como muitos brasileiros é filho de família pobre, aliás, paupérrima e passou fome na infância, enfrentou a aventura do pau de arara do Nordeste para são Paulo e foi com muita batalha que conseguiu galgar um caminho de sucesso até chegar aonde chegou.
Entrou para o movimento sindical no final dos anos sessenta e batalhou muito até conseguir aproximar o sindicato daqueles que são a razão de ser dessa entidade, ou seja, dos trabalhadores. Teve total êxito em sua empreitada e conseguiu 98% dos votos em sua segunda candidatura a presidente da entidade.
É bom lembrar que para os trabalhadores o sindicato, antes da entrada em cena desse personagem, era algo totalmente distante, quase uma abstração. Essa situação só foi mudando quando esse personagem entrou em cena e colocou em pratica os planos que acalentara desde que foi eleito diretor da entidade pela primeira vez no fim dos anos 60. Podemos afirmar com toda a certeza que foi ele o responsável por criar toda a estrutura para tornar o sindicato o que viria a ser posteriormente. As mudanças empreendidas por ele foram, nesse sentido, o divisor de águas para mudanças em outros sindicatos da mesma categoria, tendo até mesmo influência em outras entidades de outras categorias. Desse modo, o cara revolucionou não só o sindicato do qual era presidente, mas também serviu como referência para outras categorias e não foi a toa que ganhou tão grande notoriedade.
Durante toda a sua carreira sindical, leu bastante, se muniu de todo o material teórico que lhe embasasse para discutir com quem quer que seja e em igualdade de condições sobre socialismo, marxismo e outras leituras necessárias a um sindicalista bem informado. Não ficou para trás nesse sentido, mas não achou necessária uma formação acadêmica. Talvez isso não tenha sido tão importante para alguém que se constituía na luta diária da base sindical, alguém que se tornava mais e mais importante a cada dia, sem, no entanto buscar isso para si como vaidade pessoal.
Mas ele foi ganhando notoriedade pelo seus feitos, pelo que se mostrava no dia a dia e não por favores de quem quer que seja. Alcançou fama internacional pelo que tinha conseguido graças aos seus próprios esforços na luta sindical e sua importância, a essa altura, já transcendia o movimento sindical.
A elite brasileira que sempre foi conservadora e preconceituosa começou a incomodar-se com o destaque que estava ganhando esse “Zé ninguém”. Esse filho pobre do nordeste não poderia merecer tamanho destaque dos meios de comunicação. Era insuportável tolerar um cara que fala um português incorreto, que se porta como um “cafona e grosseiro” e tem os seus modos semelhantes aos pobres que não sabem se portar em ambientes requintados. Era necessário que se fizesse alguma coisa para tira-lo de cena.
Ele foi um nome de destaque na fundação do partido dos trabalhadores (PT) e a elite não conseguiu fazer nada para frear a sua ascensão e o cara conseguiu eleger-se deputado federal. Foi longe demais, diria essa mesma elite que não mais suportava vê-lo em seu meio sem que tivesse qualquer mérito de berço que o justificasse. Se ao menos tentasse se adaptar, vá lá! Mas o cara teima em ser pobre no meio dos ricos! Desse jeito, acaba subvertendo a ordem natural das coisas e isso é imperdoável.
O tempo passa e o sujeito, muito sem noção do seu lugar na sociedade, acaba candidatando-se a presidente da republica. Tá bom, candidato qualquer um pode ser!! Com certeza ele será mais um daqueles que só querem aparecer e não dará nem para a saída, pois o povo não será tão ignorante a ponto eleger um “semianalfabeto” a presidente! Opa! Aconteceu o que ninguém esperava, pois o azarão, o cavalo paraguaio foi muito bem votado e foi para o segundo turno e disputará agora com o candidato que é o modelo perfeito. Homem bonito, culto, chique, e que fala vários idiomas. Apesar de ter surgido na política pelos favores de políticos ligados à sua poderosa família, ainda assim, é o homem perfeito. Com formação universitária e currículo impecável é o homem ideal para dirigir a nação. Somente Collor, esse é nome do candidato da elite e de toda a imprensa marrom, tem competência para dirigir um país tão complexo. Se não for elle, não haverá em hipótese alguma de ser o outro.
As pesquisas indicam que o candidato sem méritos, sem berço e que deseja tornar o País uma nação de descamisados, de pobres, está crescendo mais do que o previsto. O outro, o candidato da elite reage prometendo acabar com os descamisados, mas o golpe de misericórdia foi dado pela imprensa marrom. A rede globo editou um debate em que o candidato dos pobres foi muito melhor e os jornais seguiram a farsa global e disseram que o representante da elite fora mais articulado.
Como se tudo isso não bastasse, o representante dos afortunados contratou uma mulher miserável para derrubar de vez todas as chances do pobre que deseja chegar ao poder. A mulher diz que tem um filho abandonado e que o pai seria justamente o pobre que teimava em se meter no mundo dos ricos. Foi o golpe fatal . O povo não ia votar em um cara que tem coragem de abandonar um filho, embora milhões de crianças sejam abandonadas pelos seus genitores pelo País afora. A farsa foi descoberta mais tarde, pois a mulher não recebeu o pagamento pelo “serviço prestado” e botou a boca no trombone.
A luta contra a elite e os preconceitos sofridos não desanimaram o então outrora preferido dos pobres. Agora não apenas os pobres, mas uma grande parcela da classe média já reconheciam o seu valor. Isso, no entanto, não foi suficiente para ele vencer o agora representante dos ricos FHC. O plano real, tido como feito do candidato, foi suficiente para elegê-lo duas vezes derrotando um cara que já não era um intruso que se imiscuiu no universo dos ricos. Era uma ameaça real e a elite se desesperou quando não tinha mais candidato que pudesse lhe fazer frente. FHC não poderia mais ser candidato e os seus pares não possuíam o mínimo carisma. A arrogância do candidato da situação, José Serra, acabou sendo um grande obstáculo que, desse modo, não teria chances contra o agora fortalecido e insistente operário que via finalmente a chance de ser o maior mandatário desse País.
O cara conseguiu vencer as eleições e governou contra os preconceitos da elite, contra a imprensa que tudo fez para tentar envolvê-lo diretamente nos muitos casos de corrupção então divulgados. As alianças que teve que fazer em nome da governabilidade colocou na base aliada do governo políticos corruptos, inescrupulosos e os fatos chegados à imprensa chegaram a abalar a credibilidade do governo, mas, para desespero dos ricos, conservadores e imprensa marrom, sempre esteve longe de abalar a imagem do agora popularíssimo presidente.
Um novo mandato lhe foi concedido e sua vitoria foi esmagadora. Agora a maior parte dos analistas elogiam os feitos do governo. A imprensa continua em busca de fatos negativos que eventualmente estejam associados à figura do presidente. Não conseguindo tais fatos, tenta ridicularizá-lo insistindo no que chama de gafes mostrando os supostos erros e tropeços com as palavras que nada mais são que o jeito simples de quem fala de forma natural sem a preocupação com o que seria erro do ponto de vista gramatical. A imprensa deixa bem claro que o preconceito que nutre pelo presidente jamais terá fim. É até compreensível, pois a nossa imprensa sempre esteve e está a serviço da elite. Dá para entender que se trata de um antagonismo que opõe os intelectuais e ricos preconceituosos de um lado e os pobres e supostamente iletrados do outro.
O prestigio alcançado ao redor do mundo, não pode ser fruto do acaso. A sorte, que alguns lhe atribuem em larga escala para justificar seus feitos, não lhe daria a honra de ser elogiado pelo homem mais importante do mundo, o presidente dos Estados Unidos. E não é qualquer presidente, pois se trata de Barack Obama, a liderança carismática mais importante dos últimos tempos na política norte-americana. Enquanto Obama dizia que Lula era o cara mais conhecido da face da terra, a imprensa brasileira ainda caía de pau no nosso cara apenas por que ele disse a incontestável verdade de serem os loiros de olhos azuis os responsáveis pela crise econômica que assolava o mundo na época. Eis um paradoxo que deixou a nossa imprensa marrom com um sorriso amarelo.
Mas a batalha de Lula contra o preconceito, porém, não se limita a apenas ter que enfrentar a elite e a imprensa. Muitos pobres “iletrados” e alguns supostamente esclarecidos, mas, que talvez sejam mais ignorantes que os primeiros mostram por ele uma resistência às vezes maior que a mostrada pela elite, que não é boba e já viu o valor de Lula, embora jamais admitam isso. Pois bem esses pobres e os esclarecidos ignorantes deixam que o preconceito seja tão grande que nem buscam saber a veracidade dos fatos. Preferem acreditar no acham ser verdade, movidos pelo discurso preconceituoso da imprensa e não se dão conta do quanto estão sendo ignorantes e manipulados pelos poderosos.
Na minha opinião o Brasil se tornou mais justo com a eleição de Lula. Até então, tínhamos uma “democracia para ricos”, onde eles se revezavam no poder e para os pobres, muitas vezes, eram negados até os direitos mais básicos. Reconheço que ainda há muito que fazer nesse sentido, mas a elite já está preocupada e luta com todas as armas possíveis para manter o seu status quo e nós, às vezes, estamos dando a nossa contribuição, sem nos darmos conta, para a manutenção desses privilégios dos bem nascidos.

Francisco Lima